Uma palavra sobre Tatuagem

Postado em Atualizado em

Escrevi este texto em resposta a uma discurssão de um grupo de jovens, a qual faço parte, e agora compartilho com você leitor:

Quero discordar do Marcos Witt quando ele diz “É uma pena que a igreja do Senhor JESUS, perde tempo em discussões doutrinarias etc… enquanto esses milhões se vão e partem para eternidade sem conhecer a JESUS.”

Ainda que não pareça, discutir doutrina é algo de suma importância pelo menos na teologia do Novo Testamento, afinal se a pessoa aceita Jesus e morre de imediato pode não ser, mas se alguém aceita Jesus e continua vivendo ela precisa conhecer a doutrina cristã, pois crer de forma errônea é viver de forma errônea, uma vez que a vida cristã está intrinsecamente ligada ao que cremos, afinal já dizia o profeta “o justo viverá pela fé”. Não devemos abrir mão de evangelizarmos, porém uma coisa não anula outra.

Precisamos distinguir ‘usos e costumes’, ‘tradições’ e ‘doutrina’. Nossa denominação, Assembléia de Deus, é bastante caracterizada pelo seu conservadorismo aos usos e costumes que fazem parte da nossa tradição, a qual não deve ser renegada, porém é explícito que a tradição não é doutrina e nem salva ou condena, apenas serve como uma característica denominacional que ao longo dos anos tem sido agregado a organização Assembléia de Deus.

Já doutrina são os conjuntos de ensinamentos revelados no texto sagrado, a bíblia; alguns exemplos de doutrina são: A Trindade, a justificação pela fé, o Espírito Santo, o pecado, a volta de Cristo e por aí vai, neste caso doutrina é o que a bíblia diz sobre diversos temas que a compõe.

Porquê digo isso? Porque quando falamos de tatuagem em que classificação ela faz parte: tradições, onde os usos e costumes fazem parte ou das doutrinas? Penso eu, que ao se falar sobre tatuagem, nós estamos falando sobre usos e costumes, ou seja, de tradições. Diferente das doutrinas que não sempre foi a mesma coisa, as tradições mudam logo estão abertas a novidades.

Particularmente, digo eu, não vejo no uso de tatuagens algum ato pecaminoso, todavia deve-se levar em consideração do cristão o bom senso com relação á alguns pontos:

  1. Se faço parte de uma denominação cuja tradição não aceita o uso de tatuagem, porque então vou usar uma? Caso use e queira continua nela não estarei sendo rebelde? E como diz o autor aos Hebreus “Sede obedientes aos vossos pastores no Senhor”
  2. Se faço parte de uma denominação cristã cujo uso de tatuagem não é visto com maus olhos, não devo colocar qualquer tipo de imagem cujo simbolismo choca-se com a fé cristã, uma vez que a fé cristã possui diversos símbolos e vê outros diversos símbolos como contrários, não porque imita algum mal, mas anuncia uma mensagem contrário ao evangelho.
  3. Devemos levar em consideração que existe uma cultura evangélica em nosso país em que crente não pode isso ou aquilo, porque alguns segmentos das igrejas evangélicas em geral passaram esta imagem, MAS essa imagem não reflete necessariamente a verdade bíblica da nossa conduta. Se analisarmos bem, vemos que a região Nordeste é mais conservadora em relação a outras regiões do país, o que favorece este sentimento de pecaminosidade a vários comportamentos e hábitos que são características de gerações mais recentes ou modernas.
  4. Muitas pessoas que se opõem ao uso de tatuagem justificam isso por fundamentos “místicos” e/ou espiritualizados e não no uso racional da compreensão bíblica, chegando a um exagero e fanatismo religioso.
  5. Por último Paulo, apóstolo, nos diz em Romanos 13 “nada de si mesmo é imundo, a não ser que você faça imundo, porque tudo o que é feito sem fé é pecado”, ou seja, usar calça nunca foi pecado, apesar de muitos cristãos afirmarem isso, porém quando uma mulher usava uma calça e tinha medo de estar pecando ela contradizia sua própria consciência, logo ela fazia pecado o que não era pecado.

Deixo claro que há muito que se falar sobre o tema, uma vez que é de suma importância para igreja, já que há muitas pessoas tatuadas que precisam conhecer a Cristo e ao serem salvas, precisam encontrar na igreja uma ambiente agradável, onde possam se sentirem bem, cujo os olhares de preconceito que existem, não existam mais. Porém precisamos respeitar as tradições da nossa denominação, desde que tais tradições não se oponham ao texto bíblico.

No demais deixo-vos estas sábias palavras do pastor de jovens da IBAB, Fabricio Cunha: “O diálogo é a base do relacionamento, que é a base da evangelização.”

Naquele que ‘gravou’ os nossos nomes na palma de sua mão,

Zé Bruno

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23 comentários em “Uma palavra sobre Tatuagem

    Sandra! disse:
    7 de outubro de 2011 às 1:53 pm

    Muito bom o texto!!! Concordo plenamente com vocÊ! Devemos sim, falar desses assuntos.Pois nos fará crescer no conhecimento real da palavra!

    Jones de Lira disse:
    7 de outubro de 2011 às 1:57 pm

    Baseando-me em sua clareza de que, este assunto há muito o que falar, parabenizo as poucas palavras. Entretanto, quando você afirma no terceiro parágrafo que “…da nossa tradição, a qual não deve ser renegada, porém é explícito que a tradição não é doutrina e nem salva ou condena…”, discordo com todas as palavras porque, segundo o apóstolo Paulo, religião e tradicionalismo é algo odiável a Deus, logo, doutrinas humanas que não agradam a Deus transformam-se em sofismas.
    Grato.

    Jones de Lira [http://jonesdelira.blogspot.com]

    Veja o artigo “O discurso de Paulo em Atenas”.

      Zé Bruno respondido:
      12 de outubro de 2011 às 1:06 am

      Caro Jones, preciso fazer a seguintes observações:

      1- Acho que você precisa reler o texto, pois pelo que entendi de seu comentário ocorre uma contradição: na sua escrita você esta discordando da minha afirmação “… a tradição não é doutrina e nem salva ou condena…”, logo ao discordar você afirma que a tradição é doutrina e que ela salva e condena ; sei que você destacou mais coisas, porém preferi esta parte apenas como exemplo.

      2- Sua afirmação de que ‘religião e tradicionalismo SÃO odiáveis à Deus’ são meias verdades, pois encontramos nas Escrituras declarações de uma religião e tradições agradáveis a Deus. Como ocorrem em Tiago 1.27:

      “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo.”

      E em 2ª Ts 3.6, no qual Paulo nos diz:

      “Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenamente e não segundo a tradição que de nós recebeu.”

      3- Nem todas as doutrinas humanas não agradam a Deus, pois podemos encontrar no direito e em outras ciências humanas doutrinas que são importantes e não se opõe a Revelação bíblica. Desta forma se consideramos a tradição de alguma igreja como doutrina humana elas devem ser analisadas pelas Escrituras. Podemos citar o caso da tradição do anciões que tanto Jesus falou, a qual era posta pelos fariseus em pé de igualdade ou acima da Lei de Moisés. Nenhuma tradição é má em si mesmo, a não ser que seu conteúdo seja contrário as Escrituras.

      4- Um sofisma tem como pressuposto a má-fé e não a vejo presente nas tradições, pode até haver, mas o que vejo mesmo é a ignorância e o abuso de autoridade por parte da liderança. Se este abuso for entendido como mã-fé , então entendo o que queira dizer com sofisma!

      Atenciosamente, espero poder tê-lo ajudado!

      PS: Com relação ao texto, gostaria que você o enviasse por e-mail para que eu possa lê-lo virtualmente ou postá-lo em seu blog, pois não dá pra baixá-lo!

        Jones de Lira disse:
        4 de novembro de 2011 às 4:28 am

        Zé Bruno,

        Acho que não fui claro no comentário.
        Quando falei de “Religião como algo odiável a Deus” falava de “tradicionalismo e superstição” como as encontradas por Paulo no Areópago em Atenas, Objetos de decoração e um altar com as inscrições “AO DEUS DESCONHECIDO”.
        A “religião” que você se refere em Tiago 1.27 não é a mesma criticada por Deus em Atos 17.16ss.
        Em Tiago, é simplesmente uma religião “limpa” de toda doutrina humana, ao contrário a de Atos, que é uma religião que leva a superstição que leva ao distanciamento das coisas lá de cima (Colossenses 3.2).

        Tiago 1.27:
        Exortação à verdadeira religião (cuidar dos necessitados e livrar-se a si mesmos do pecado);

        Atos 17.16ss:
        Exortação à desistência da falsa religião (tradicionalismo e superstição que leva ao distanciamento do vínculo da perfeição).

        II Tessalonicenses 3.6:
        “Tradição” aqui é a mesma coisa que “regras” ditadas por Paulo para uma maior organização e disciplina no dever cristão. Nesse texto, o apóstolo explica aos cristãos preguiçosos que não poderiam se encostar nos trabalhadores porque seria injustiça receberem pelo trabalho dos outros. “Se não quiser trabalhar, não coma também.” (v.10).

        No mais, peço desculpas se interpretei mal quando disseste que “Nem todas as doutrinas humanas não agradam a Deus”, pois acho sim que, nem toda doutrina humana é inaceitável a Deus. No entanto, só quis deixar claro a situação isolada de Atos 17.16ss quando é colocado a questão da idolatria a ensinos terrenos ao invés dos divinos (Mt. 6.33 e Cl. 31,2).

        A respeito de “sofismas” quis dizer exatamente o seu significado: uma idéia errada (sabendo que é errada) sobre um determinado assunto. Muitos líderes falsos estão se aproveitando disso para lucrarem de alguma forma e isso é reallidade, infelizmente.
        Nos dias de hoje, o deus deste século tem usado de malícia para cegar muitos cristãos no tocante a sabedoria espiritual. O bom é que, pelo amor de Deus, temos essa informação nas Escrituras para nos livrarmos dele (o deus do século – II Co. 4.4; Tg.4.7).

        Sobre o artigo, você pode não apenas baixá-lo como também consultá-lo online no MINISTRADOS® [http://jonesdelira.blogspot.com]

        Grato.

        Thiago Celani disse:
        10 de novembro de 2011 às 7:53 pm

        Fala Zé Bruno beleza?

        Cara eu demorei muito pra fazer a minha e estudei a respeito. Os argumentos do “não pode” são baseados em Levítico 19:28, porém as pessoas lêem somente o que querem ler. O texto de Levítico fala de marcar o corpo em função dos mortos, ou seja marcas ligadas a rituais pagãos.

        Outro ponto é, Levítico compõe o velho testamento, o tempo da Lei, hoje estamos no tempo da graça.

        Seu texto é muito sensato ao abordar o assunto, tbm concordo, “se o contexto onde vc está inserido condena a prática, não faça”, ou… mude de contexto. Fazer uma tatoo neste contexto é pecado, pois leva outros irmãos a pecar.

        Qnto ao significado, isso é o mais importante. Ao fazer uma tatto deve-se tomar muito cuidado com o significado. A minha é uma triqueta transpassada por cravos, a triqueta representa a trindade e os cravos me lembram a cada dia do sacrificio de Cristo na Cruz.

        Abraço!

        Thiago Celani

    Jones de Lira disse:
    7 de outubro de 2011 às 2:02 pm

    AH, desculpe! O Artigo é esse:
    http://jonesdelira.blogspot.com/2011/05/religiosidade-e-tradicao.html

    (Religiosidade e tradição)

    Danielle Rodrigues disse:
    11 de outubro de 2011 às 1:44 am

    Muito bom amigo… Concordo com tudo o que vc falou. Mas concordo com o Marcos Witt também..rs
    Devemos falar sobre doutrina sim, mas não devemos deixar que isso tire o nosso verdadeiro foco, que é falar do amor de Cristo às pessoas… fazer o Seu nome conhecido por meio das nossas atitudes. Se nos preocuparmos só em falar sobre doutrina, criticando a denominação A ou B, muitas vidas irão p/ o inferno por NOSSA causa. Porque ao invés de apresentar Jesus à elas, estamos no nosso mundinho discutindo o que de certo ou errado. Não temos mais tempo pra ficar discutindo sobre tradição ou doutrirna de igreja…Jesus está voltando. Temos que somar e não dividir.

    Bjo e te amo
    Dani Rodrigues

      Zé Bruno respondido:
      12 de outubro de 2011 às 1:38 am

      Observe as palavras de Paulo à Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” 1ª Tm 4.16
      Dani, perserverar na doutrina é de vital importância para nossa vida espiritual. Pense por exemplo na doutrina da ‘Justificação pela Fé’, descoberta por Lutero, a qual se resume em que os homens são justificados (perdoados) não pelas obras, ou seja, pelo que são capazes de fazer, mas por terem fé em Cristo e no seu sacrificio por nós. Tal doutrina foi um divisor de águas na Idade Média para o rompimento com o Catolicismo Romano que pregava o perdão por indulgências. E o que dizer da doutrina do sacedórcio universal na qual todos os discípulos e Cristo podem chegar diante de Deus, pois conforme o texto bíblico “Deus nos constituiu um reino de reis e sacerdotes”, desta forma não precisamos de auxilio sacerdotal para nos relacionarmos com Deus.
      Há doutrinas comuns as várias comunidades de fé e há as variantes: No que for comum, UNIDADE; no que for diferente, TOLERÂNCIA e acima de tudo o AMOR!
      Uma coisa não anula a outra: preocupação com a doutrina, não anula o fervor evangelistico!

    Kalley disse:
    11 de outubro de 2011 às 10:22 am

    Muito bom o texto, Brunão!
    Um beijo.
    Parabéns pelo blog, tá bem bacana.
    😉
    Te amo em Cristo, meu irmão!
    Kalley.

    Ana paula da Silva disse:
    11 de outubro de 2011 às 11:25 am

    Concordo plenamente com alguns pontos, como por exemplo, a discussão da doutrina, usos de costumes e tradiçõe.Entretanto a tatuagem não é, unicamente, um desenho, um adorno, uma pintura.Ela transmite uma mensagem a ser decifrada, em que o Sujeito pode estar se consagrando a demônio de forma consciente ou inconsciente.

      Zé Bruno respondido:
      12 de outubro de 2011 às 1:50 am

      Não acredito em consagração inconsciente, visto que Paulo nos orienta a não perguntar a origem dos alimentos quando formos ao mercado, pois se tomarmos consciência de que tal alimento foi consagrado à algum ídolo devemos ignorá-lo, mas se comermos um alimento consagrado a qualquer ídolo (digamos demônio), mas não soubermos, não haverá problema nenhum e o apóstolo nem menciona orar para repreender o mal ou desfazê-lo ou reconsagrá-lo a Deus. Será que tal princípio, o qual chamo de princípio da consciência, não serve para a tatuagem tb?!
      A Bíblia não é bem um livro de regras, mas de princípios!!!
      Pense nisto: [Rm 14.23] “Mas aquele que tem dúvidas, se come, está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado.”

    Fernando disse:
    17 de outubro de 2011 às 11:40 pm

    Bom texto! Gostei do posicionamento também…
    Gosto de citar a passagem de Colossenses 2:20-23

    “Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:
    Não toques, não proves, não manuseies?
    As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;
    As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.”

    Fernando disse:
    17 de outubro de 2011 às 11:43 pm

    Já que vc citou no comentários sobre a doutrina da “Justificação pela Fé” de Lutero, porque não um post sobre esse tema comparando-o com a defendida pela Assembléia de Deus!!!

    Wally disse:
    18 de outubro de 2011 às 1:40 am

    Concordo com seu ponto de vista. É meu ponto de vista também.
    Vi inclusive uma reportagem que comentava seu ponto de vista a esse respeito o Pr. Silas Malafaia, que tinha inclusive o mesmo ponto de vista também.
    Durante anos as igrejas se pegaram no texto de levíticos19:28 pra apoiarem seu ponto de vista cultural. Não levando em consideração o texto de Reis 18:28, que exemplifica do que a Lei os estava advertindo. Não levando em consideração ainda vários outros pontos do mesmo texto de levíticos que não tem colocação nenhuma nos dias atuais. Quando Jesus morreu, levou sobre si a Lei e hoje vivemos o amor e a graça e tudo o que eles implicam. Que são inclusive muito mais difíceis e verdadeiros de serem seguidos.
    Tenho a certeza que enquanto nos preocupamos com nossa aparência externa ao invés da interna, nos preocupamos em parecer santos ao invés de exercer amor e misericórdia, continuaremos fechados em nossas igrejas sem alcançar aqueles que realmente necessitam de Deus. Independente do estilo de se vestir ou de ter tatuagem ou não o preconceito cristão é, infelizmente, o que tem impedido a salvação de muitos nos dias de hoje para mim.

      Zé Bruno respondido:
      18 de outubro de 2011 às 1:47 am

      Todavia minha opinião em nada tem haver com o Pastor Malafaia, o qual não serviu de fonte para esta opinião!

    Joquebede Moura disse:
    20 de outubro de 2011 às 6:56 pm

    Os argumentos são bem fundamentados, deixo uma observação:
    alguns comportamentos podem não ser pecaminosos, mas revelam um distanciamento das verdades bíblicas e envolvimento com as coisas que não de cima…
    Saudades mil…

    Wally disse:
    21 de outubro de 2011 às 4:32 am

    Deixo o texto de Romanos 14 para vocês. Pois, ao meu ver, tudo aquilo que não é PECADO se encaixa claramente nesse texto.

    O que distanciou o homem de Deus, biblicamente falando, senão o pecado? Então, se não é pecado, que distanciamento das verdades bíblicas é esse? E se não é pecado, que envolvimento com as coisas que não de cima é esse? Porque ao meu ver quando comemos um bolo, compramos roupas, jogamos futebol ou seja lá o que for, não tem um envolvimento direto com as coisas de cima da mesma forma, e nem por isso essas coisas são pecado.

    Porque quando comemos um bolo talvez aquela gordura adquirida passe o resto da vida na região abdominal chamando muito mais a atenção das pessoas. Aquelas pessoas que cuidam de suas saúdes e corpos poderiam muito bem olhar e o condenar por não cuidar do templo que Deus o deu. Da mesma forma que quando se compra uma roupa ela pode chocar muito mais alguém não só por ser curta ou sexy, como também pelo quanto se gastou ou o quanto quer aparecer por estar usando tal roupa; pela vaidade. Da mesma forma que jogando futebol após uma falta sofrida sinta-se tanta dor, e mesmo assim continue, que seria um sofrimento constante e repetitivo ao corpo, e para que? Volto a afirmar que comer bolo, comprar roupa ou jogar futebol não são em si pecados. Poderiam se tornar pecados conforme a motivação, conforme a caminhada individual com Deus e o lugar que tais coisas ocupam no coração. Para julgar isso só Deus.

    Qualquer coisa que não é pecado poderia ser ‘antibíblica’ então… Dependendo apenas da cultura se movimenta a bíblia, como tantas religiões tem feito ao longo dos anos e como a própria igreja evangélica ainda faz pra dar embasamento a seus preconceitos, se prendendo ao que não era pecado, passando isso à diante como ‘verdades bíblicas’ e acabando por distanciar gerações e mais gerações de Deus através da segregação!

    Nos EUA por exemplo as igrejas de brancos não aceitavam, nem conviviam com os negros e seus embasamentos eram baseados em ‘verdades bíblicas’. É só ler na história e verá o que estou dizendo. Hoje no Brasil só se muda o tipo de preconceito. Jesus é contra qualquer espécie de preconceito. O grande problema de falar sobre tatuagem na igreja hoje é que se tem que tocar no assunto preconceito. E nenhum cristão que se preze quer estar associado a essa palavra. Embora na prática o preconceito hoje seja, sem percebermos, passado adiante como ‘verdades bíblicas’.

    Cultura não se impõe. Em toda a bíblia só vemos discursos indo contra coisas culturais quando essas são PECADO. Tudo o que eu falei aqui nada mais foi do que exemplos contextualizados do texto de Romanos 14.

    Este é apenas o meu ponto de vista né… Com todo Amor e que Deus os abençoe irmãos!!

    lívia disse:
    1 de maio de 2012 às 9:17 pm

    Muito boa sua contribuição Bruno sobre esse assunto que ainda gera muita polêmica…

    Leiliane Araujo disse:
    5 de maio de 2012 às 4:27 pm

    Bruno, muito bom o texto concordo plenamente com o que vc falou e destaco: 1.Se faço parte de uma denominação cuja tradição não aceita o uso de tatuagem, porque então vou usar uma? Caso use e queira continua nela não estarei sendo rebelde?
    E como diz o autor aos Hebreus “Sede obedientes aos vossos pastores no Senhor”,

    Confirmando na palavra de Deus:

    1 Coríntios 8:9 Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.

    1 Coríntios 8:13 Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.

    Silmara disse:
    13 de setembro de 2012 às 11:50 am

    A paz do Senhor amados. O que vocês me dizem quanto o que a Bíblia nos fala, a respeito de sermos diferentes as pessoas desse mundo? Se eu possuo várias tatuagens, de que modo eu estou fazendo a diferença? Nosso corpo é templo e morada do Espírito Santo, ele não nos pertence! Quando chegarmos no céu seremos transformados, e eu não acredito que terá gente tatuada lá.

      Zé Bruno respondido:
      13 de setembro de 2012 às 9:21 pm

      Olá Silmara, seja bem-vindo ao blog!

      Bom, tentarei responder suas perguntas:

      1- Quando fala-se em sermos diferentes do mundo, precisamo definir qual o sentido da palavra mundo, afinal nas Escrituras ela possui três significados, logo de qual qual é que devemos ser diferentes? No contexto da sua pergunta entendo que vc coloca o termo mundo no sentido estético, com se um cristão não pudesse ter uma aparência como a de uma pessoa não cristã, todavia quando Paulo diz para não nos moldarmos, ou seja, não tomarmos a forma do mundo, ela usa a palavra grega aion, cujo sentido é um sistema de ideias, valores, crenças que se opõem ao de Deus relevado em cristo. Desda maneira ser diferente do mundo é nos mantermos firmes arraigados em Cristo e na sua Palavra e ao vivermos assim, não significa que não possamos ter uma aparência de uma pessoa que viva uma vida contrário a nossa.

      2- O fato de ter várias ou uma tatuagem não é um pecado, visto que as Escrituras não dizem tal coisa e nem nos oferece algum principio que nos leve a pensarmos que venha a ser. Logo, o ter tatuagem não pode ser considerado um “moldar-se no mundo”, um aion, a não ser que a imagem postar agrida a fé cristã, como dito no post.

      3- Isso mesmo nosso corpo assim como nossas vidas não nos pertencem, todavia somos mordomos de Deus, o que não significa que não possamos tomar nenhuma atitude, lembre-se da parábola do talentos, cujos possuidores de talentos tomarem suas próprias decisões para alcançarem os objetivos de seu senhor.

      De fato no céu não teremos tatuagem, assim como nossos cabelos não irão com as cores que os pintamos ou nem alguns serão gordos e outros magros ou seja qual for a característica que nos diferencie, por uma simples razão: teremos corpos espirituais, semelhantes ao do Senhor!

    Silmara disse:
    13 de setembro de 2012 às 12:14 pm

    A Bíblia tbm fala que tudo quanto fizer-mos, devemos fazer para glória de Deus. Se eu fizer uma tatuagem, estarei glorificando a Deus? Será que Deus estará se agradando de mim? Tenho que orar e pedir confirmação a Ele se posso ou não fazer?
    Em Eclesiastes 1:2 diz: ”vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.”
    Acho que tatuagem é pura vaidade, e na MINHA OPINIÃO não é coisa pra crente!!

      Zé Bruno respondido:
      13 de setembro de 2012 às 9:33 pm

      Bom, continuando…

      É verdade, tatuagem é vaidade, assim como TUDO é vaidade!
      Não é que tatuagem não seja coisa de crente, mas digo que não é coisa para todos os crentes, assim como não é para todas as pessoas, já que há aquelas que gostam e aquelas que não gostam, todavia não posso dizer que seja pecaminosa.

      No demais devo respeita aqueles que tem tatuagem sem agravo nenhum a fé deles!

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