Grace – A mulher da minha vida

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O Criador é criativo e sua criatividade é boa, ela seguiu um processo que teve sete etapas e no fim “viu Deus que era tudo muito bom”, porém neste processo nem tudo foi perfeito, pois houve algo que não se encaixou: “não é bom que o homem esteja só”. Qual a solução? “Criarei uma companheira que lhe corresponda” ou nas palavras de Eugene Peterson “que o ajude e faça companhia a ele”[i]! Aí surge a mulher, o que é ela? A princípio é a ajudadora e companheira que todo homem precisa! E quem é ela? Cada homem deve conhecer a sua!

Esta mulher não é apenas a esposa, mas a mãe, a filha, a avô, a tia, a nora, a cunhada, a afilhada, a namorada, a noiva, a professora e tantas outras profissionais e vocacionadas que aparecem como nossas ajudadoras; que o digam aqueles que vêem na personagem da novela “Fina Estampa”, conhecida como “Pereirão” um estereótipo de mulher, cidadão, ser humano por sua honestidade, responsabilidade, coragem e tantos valores e qualidades que estão em falta hoje em dia, porém numa perspectiva cristã ainda sim seria uma mulher que precisaria nascer de novo, precisaria ouvir o evangelho, ser convencido pelo Espírito Santo dos seus pecados, justiça e juízo divino.

Hoje no dia internacional da mulher, cujo pano de fundo tem o mercado como grande fomentador de datas como estas, não podemos ignorar nem hoje, nem em outros dias esta benção que é a mulher com todas as suas características, pois é ela, quem nos proporciona na legitimidade da vida a dois os prazeres, tão enaltecidos pelo sábio rei e chamados de “devida benevolência” pelo santo apóstolo. Quem nos afaga, aconselha, ama e permanece como nossa referência de serva de Deus como disse poeta em sua oração “Senhor, sou teu servo, Sim, sou teu servo, filho da tua serva; livraste-me das minhas correntes.”[ii]

Poderia iniciar uma lista de mulheres cujas vidas são modelos, exemplos, imperfeitos, mas que com a graça de Deus tornaram-se relevantes para as vidas não só de outras mulheres, mas dos homens também, que decidiram caminhar com Deus, seguindo Jesus no discipulado, estas mulheres, a quem o autor bíblico colocou entre os heróis da fé, a lista de homens e mulheres ou de mulheres e homens que o mundo não era digno, são o que são pela graça de Deus.

Graça que nas palavras do Bono[iii] tem um nome que parece de menina, que anda na sua rua, cujo jeito de andar não é nem de uma modelo ou um bêbado, mas que assume a culpa, que cobre a vergonha, que remove a mancha, que está para além do karma e encontra beleza em tudo, ou melhor, a graça cria a beleza a partir das coisas feias assim como a mulher que ao ser criada trouxe consigo o bom para onde havia o “não é bom”.

Naquele que em sua graça nos tirou uma costela para nos dá uma ajudadora e companheira,

Zé Bruno


[i] A Mensagem

[ii] Salmo 116.16

[iii] Vocalista do U2 – Veja o clip e a letra com a tradução da música: Grace

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19 comentários em “Grace – A mulher da minha vida

    Alex Balbino disse:
    8 de março de 2012 às 5:50 pm

    Que Grace é essa Zé!

    Rodrigo Moreira disse:
    8 de março de 2012 às 6:19 pm

    Não diria que “no processo nem tudo estava prefeito”, mas sim incompleto.
    Belo texto amigo.

    Rodrigo Moreira.

    Danielle Melo disse:
    9 de março de 2012 às 7:22 pm

    Lindo Texto Bruno!!!!

    =D

    Parabéns pelas belas palavras!

    Dani Melo

    Joyce maria disse:
    9 de março de 2012 às 7:43 pm

    Texto lindooo mesmo amigo, em nome de todas as mulheres obrigadaaaa.

    LiviaRose (@_LiviaRose) disse:
    9 de março de 2012 às 9:47 pm

    Muitoo legal!!! Gostei =D

    Thiago Oliveira disse:
    9 de março de 2012 às 11:27 pm

    Gostei do texto meu caro, a Grace ouviu boas palavras.

    hahahaha

    Wagner disse:
    9 de março de 2012 às 11:29 pm

    Muito bom texto Bruno. Como sempre, uma leitura provocativa e repleta de vanguarda!
    Que a Graça sempre superabunde.

    Pastora Shyrlei disse:
    10 de março de 2012 às 12:44 am

    Show de bola.. vc é uma verdadeira inspiração em pessoa.. Parabéns por ser um homem de Deus no qual reconhece o verdadeiro valor de uma mulher, que saiu de “você”. Beijooo…

    thatysantiago disse:
    10 de março de 2012 às 12:51 am

    a pedido, rsrs… meu comentário especialmente pra vc Bruno!!!
    Eita macho, agora tu me deixou emocionada, sem palavras frente a um texto muito bem redigido, gracioso, edificante e lindo… Brigada pela lembrança, carinho e homenagem…. Bjo grande e Deus continue abençoando sua vida, te capacitando e te usando…. Xeru

    Bianca Lobo disse:
    10 de março de 2012 às 7:39 pm

    Sabias palavras, me sinto lisonjeada por elas, parabéns Brunão! tenho muitas saudades de ouvir suas pregaçoes, mas posso matar um pouquinho delas lendo seu Blog.
    Deus continue te abençoando!

    Neidoka disse:
    11 de março de 2012 às 1:27 pm

    Bruno, estava inspirado hein! Profundo o texto e muito adequado a nós mulheres. Obrigada pela sua sensibilidade e admiro a sua destreza ao escrever textos. Ninguém segura esse menino! Vai loooooooooooooooonge. Quando crescer dará um trabalho. kkkkkkkkk Abração Bruno. Parabéns!

    Patrícia disse:
    12 de março de 2012 às 6:13 am

    Depois desse texto só posso desejar que “a sua” não se demore a encontrá-lo, para que o que ainda não é bom se torne bom em sua vida.

    Junia Lorenna disse:
    15 de março de 2012 às 10:17 pm

    A Graça tinha que ser mulher! 😀

    Ronald Loma disse:
    10 de março de 2013 às 9:02 am

    Sem dúvida, um belo texto. No que tange a valorizar as mulheres de todos os naipes como “ajudadora”, e finalmente, “serva”, não poderia ser mais congruente com a malignidade proposta pelo “sábio Rei” e “santo Apóstolo”

    Desgraçadamente, o biblianista e o bibliânico não consegue discernir a malignidade do “Sábio Rei” e do “Santo Apóstolo” e se deixa seduzir por sua sagacidade e sabedoria.

    Com sutis palavras o “Santo Apóstolo”, coloca todas as mulheres debaixo do tacão masculino, sob sua “proteção” e autoridade, na condição de servas e ajudadoras ou auxiliares, em troca de amor e benevolência. O “Sábio Rei”, aquele que recebe ouro e prata, riquezas, reinos, escravos e escravas em troca de ter erigido um Templo faraônico ao seu “Deus” e tê-lo adorado e lhe sacrificado milhares de bois e ovelhas com rios de sangue para seu deleite.

    Esse “sapientíssimo Rei”, gostava tanto de mulher, que segundo reza a “santa palavra de deus”, teve mil mulheres, retiradas de suas casas meninas ainda, para a “alegria” de suas mães, diretamente para seus sórdidos haréns e para seus sórdidos prazeres.

    Pois então: Belos textos conseguem transformar o horror em belos contos de fadas, diabos em deuses, tiranos em “Sábios Reis”.

    Desculpe, meu caro Zé Bruno, mas tudo depende de ponto de vista.
    O que acontece no caso da cristandade bibliânica é que esta é sempre incitada e tangida a ver as coisas apenas de um ponto de vista. Sempre do mesmo ângulo. O ângulo em que os bandidos pagam de mocinhos e as vítimas de bandidos.

    Espero que você ao menos tenha coragem de publicar este outro ponto de vista.

    Quanto ao Bono, e sua “Grace”, não acredito que lhe discirnas a identidade nem a pérola nem a alegoria.

    Obrigado.

      Zé Bruno respondido:
      11 de março de 2013 às 1:41 am

      Ronald, obrigado por achar um “belo texto”!

      Cara, nosso problema está centralizado no tema da inerrância das Escrituras, a qual, independente dos seus escritores foi gestada sob a soberania divina. Por isso ao fazer referência ao “sábio rei” e ao “santo apóstolo” não estou falando da mente destes homens, mas do Espírito que os inspirou, de maneira que não houve contribuição humana, a não ser na escrita e na forma como escreveu.

      Por mais que faça uso de comprovações teológicas o fim último é questão de fé, ou você crer ou não crer e pelo que entendi pelo seu comentário você faz parte dos que não creem nisso!

      Com relação ao seu comentário ao “sábio rei”, apesar das riquezas e sabedoria que Deus o concedeu, sua conduta não foi aprovada por Deus, visto que a Lei de Deus proibia que o rei de Israel aumentasse seus cavalos e mulheres, algo que Salomão transgrediu, sem falar que foi o responsável pelo sincretismo religioso na nação hebreia a partir de suas alianças diplomáticas.

      Seu comentário foi como um tiro que saiu pela culatra, pois ao dizer quer “belos textos conseguem transformar o horror em belos contos de fadas, diabos em deuses, tiranos em “Sábios Reis”.Desculpe, meu caro Zé Bruno, mas tudo depende de ponto de vista.” Você emitiu um ponto de vista que desrespeitou o contexto das histórias citadas e com seu texto tentou transformar sábios reis em tiranos.

      E com relação a “mulher da minha vida”, faço minhas as palavras de um professor “todo ponto de vista é a vista de um ponto”, pois não estou preocupado com o que Bono disse, mas apenas em como disse e como posso ressignificá-lo para glória de Deus, assim como Paulo o fez com o poema atribuído a Zeus!

      No amor do Criador,

    Ronald Loma disse:
    10 de março de 2013 às 6:19 pm

    Mulher deve ser submissa?

    Isso é um papo luciferiano ou saulino.

    Luciferiano porquanto um jugo relativo aos pecados primordiais, pelos quais o sedutor Lúcifer toma a primeira mulher do Adão, a insubmissa e rebelde Lilith.
    No fim ela não fica com ele nem ele com ela.

    Estes dois sao o Sr. e Sra Smith. Buttler e Scarlet’Ohara, Herodes e Herodias, Pilatos e a Mulher dele, Vasti e o Rei

    O rebelde Lúcifer, o principal dos pecadores, nao aceita a rebeldia de ninguém. Ele a condena violentamente.

    Essa questão da submissão é mais ou menos semelhante à questão das relações extra-matrimoniais que eu abordo no tema sexualidade.

    O jugo imposto pelo diabo sobre os humanos acerca da sexualidade e da submissao, é como uma queda de braço com um monstro hercúleo.

    É certo que vai haver a insubmissão por parte da mulher, e o adultério por parte do homem, ainda que por um olhar.

    O gene da insubmissão e do adultério vem no chip dos humanos.
    O espírito que milita na carne é esse mesmo,

    O espírito da Lilith está aí, e domina inclusive e principalmente nas igrejas.
    O espírito do Lúcifer está aí e domina em todas as áreas e também nas igrejas, onde age disfarçado no farisaísmo acusatório como já tenho demonstrado.

    O amor, pra variar, é a solução para a questão da submissão, porque em amor nós não subjugamos o próximo e ninguém precisa ser submisso ao impositor de jugos.

    A submissão é pregação luciferiana porque é a forma pela qual o Lúcifer disfarçado de deus objetiva a dominação mundial.

    Minha resposta para essa pergunta é; AME!

      Zé Bruno respondido:
      11 de março de 2013 às 2:00 am

      Olá Ronald, como você deve ter percebido minha proposta em “tentar ver a vida na perspectiva de Deus” significa que o que chamo de “perspectiva de Deus” são as Escrituras ou a compreensão delas por elas. Logo, ao fazer menção de Lilith é ignorar esta compreensão, pois como cristão evangélico a Bíblia é a única regra de fé e prática, o Solus Scripturas como diriam os Reformadores.

      Com relação a sua pergunta inicial:”mulher deve ser submissa?” Respondo biblicamente com um texto anterior ao que fala sobre as mulheres serem submissas aos seus maridos, o qual tem sido bastante negligenciado: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.” (Efésios 5:21). Observe que o mandamento bíblico não é que APENAS a mulher seja submissa ao seu marido, mas que homens e mulheres sejam submissos/sujeitos uns aos outros.

      Ou como mais uma vez este Paulo que vc o pôs em igualdade a Lucifer disser: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.” (Filipenses 2:3). Observe que a exortação paulina é desprendida de interesses pessoais e ditatoriais, antes invoca que cada um (homens e mulheres) CONSIDEREM uns aos outros superiores a si mesmo, ou seja, que os homens considerem as mulheres acima deles e que as mulheres considerem os homens acima delas e assim possam serem SUBMISSOS uns aos outros!

      A submissão tem sua origem na forma como consideramos os outros!

        Ronald Loma disse:
        11 de março de 2013 às 9:19 pm

        Sem submissão, não há dominação.

        Zé Bruno respondido:
        12 de março de 2013 às 1:24 am

        A submissão que o evangelho ensina não é o ato de submeter o outro, mas o ato de si submeter ao outro.

        “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo.
        Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” Gálatas 3.26-28

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