Os Vingadores – Um caso possível de preconceito do sobrenatural.

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No dia 26 de abril ás 23:59 tive a oportunidade de assistir a pré-estréia de Os Vingadores: The Avengers, filme que é a sensação cinematográfica deste primeiro semestre. O qual conta a história da formação de um grupo de super-heróis formado por Thor, Hulk, Capitão América, Homem de Ferro, Viúva Negra e Gavião Arqueiro, os quais se unem para proteger a Terra de uma ameaça iminente.

Desde Avatar, os filmes 3D não faziam valer o valor dos ingressos, com exceção de Resident Evil 4, que em minha opinião havia sido o único dessa safra, que valeu a pena cada centavo. Todavia isso acabou de mudar com The Avengers, que com toda certeza não deixa a desejar em nada, sem falar que superou Residente Evil 4 e hoje para mim é o melhor filme 3D que já assisti.

Um filme bastante dinâmico, algo que não se podia deixar de esperar e com um humor bem dosado, tanto nas cenas quanto nos diálogos, que levaram ao público a reações de gargalhadas e palmas – excelente feedback.

Um filme que traz consigo conceitos helênicos, como corpos esculturais (estética), super-poderes quer através da magia quer através da ciência/tecnologia, e a necessidade de aventuras como forma de conseguirem a areté – excelência ou virtude – que para cada herói é a superação de seus limites ou fraquezas, a superação de si mesmo em suas aventuras. Somente os que conseguem a areté são imortalizados, não num sentido transcendente, mas de ser lembrando, pois terão suas aventuras contadas e recontadas, e não é está à lógica das HQs?

Assim como o filme trouxe consigo esses ideais gregos, também trouxe a teologia de seu autor ou diretor ou produtor, que de maneira sutil ou não registra para milhares ou centenas de milhares de pessoas que o assistirem a seguinte frase: “… você conhece a parábola de Jonas?”. Você sabe de qual Jonas está frase refere-se? Bem, dado ao contexto do momento em que foi falada, refere-se ao profeta Jonas, aquele que segundo a Bíblia foi engolido por um grande peixe.

Chamar a história de Jonas parábola é dizer que ela não foi literal, que não aconteceu de fato, que é apenas uma história da qual podemos extrair algumas lições. Bem, é verdade que há muitos teólogos que creem e entendem desta maneira, porém apesar de não ser um teólogo faço parte daqueles que creem e entendem de forma diferente: Na literalidade do texto do livro de Jonas.

Creio na literalidade do texto, porque se fosse uma parábola o texto em si deixaria explícito ou implícito esta afirmação; além disso, não posso afirmar ser uma figura de estilo pelo fato de ser uma história absurda. De acordo com Geisler e Howe a tendência de negar a historicidade do livro de Jonas provém de um preconceito contra coisas sobrenaturais. Se é possível acontecer milagres, não há razão alguma para se negar que o livro de Jonas Seja histórico.[1]

Os argumentos sobre a historicidade tanto do profeta Jonas quanto do conteúdo do seu livro, na qual conta o fato dele ter sido engolido por um ‘grande peixe’ e ter ficado em seu estômago por três dias até ter sido vomitado na praia de Nínive, são bem apresentado por Robinson:

Qualquer avaliação do caráter histórico do livro de Jonas precisa levar em consideração os fatos seguintes: Primeiro, o próprio Jonas, sem dúvida alguma, foi um personagem histórico, um profeta de Jeová em Israel (#2Rs 14.25). Segundo, o livro foi lavrado na forma de narrativa histórica direta, não havendo indicação positiva que o livro deva ser interpretado doutra forma que não a literal. Terceiro, se esse livro é uma parábola ou alegoria, então é único e sem analogia entre os livros do Antigo Testamento. Quarto, nem os judeus nem os cristãos, até recentemente, jamais consideraram que o livro de Jonas registra outra coisa além de fatos reais, quaisquer que sejam as interpretações que tenham emprestado à sua mensagem. Finalmente, nosso Senhor Jesus Cristo claramente acreditava e sabia que o arrependimento dos homens de Nínive foi uma ocorrência real e é muito natural considerar Sua alusão aos “três dias e três noites no ventre da baleia”, da experiência de Jonas (#Mt 12.40-41), do mesmo modo. Em adição, pode-se argumentar que a força total da autovindicação de Jeová perante Jonas exige uma missão real a uma cidade pagã, um arrependimento verdadeiro de sua parte, e haverem seus habitantes sido realmente “poupados” pelo Senhor. Não é fácil acreditar que o desafio que diz: “E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive…?” tenha sido apresentado ao povo de Israel, por intermédio do escritor inspirado, mediante uma consideração puramente hipotética.[2]

Não obstante nos maravilharmos com estes heróis que fizeram a infância de muitos e que encantam nossa geração, a história do profeta Jonas e não apenas a parte do peixe, bem como toda Bíblia tem muito mais a nos maravilhar e empolgar, pois nela encontramos o Deus único e verdadeiro que está em busca do homem; que intervém em sua criação e não apenas isso, mas está presente nela; e ao contrário da crença grega:

…Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele.

1Co1.27-29

Não aceitar a literalidade ou historicidade do conteúdo do livro do profeta Jonas pode significar a descrença na existência de milagres, na atuação de Deus na história e em nossas vidas, caso assim Ele queira. Como imaginar um universo heroico e marvel, mas desconsiderar algo mais maravilhoso do que a imaginação humana, que é a realidade divina na história?

Certa vez ouvi, alguém contar uma história em que alguém responde a outra pessoa que descria do episódio de Jonas e o “grande peixe”: Se bíblia dissesse que foi Jonas quem engoliu o grande peixe eu creria, porque é a Bíblia quem diz! Pois é no final a fé simples e singela continua sendo o firme fundamento das coisas que não se veem.

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Tendo escrito isto, gostaria de deixar um adendo: A Bíblia não faz parte da Palavra de Deus, não contém a Palavra de Deus, mas é a Palavra de Deus, visto que seu conteúdo traz em si a inspiração divina, o que reivindica sua inerrância:

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;

2 Tm 3.16

E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

2 Pe 1.19-21

Naquele que cujo nome é maravilhoso e faz maravilhas no nosso meio,
Zé Bruno


[1] Geisler, Norman & Howe, Thomas. Enciclopédia – Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições Bíblicas”. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1999, p.195-196

[2] Davidson, F. O Novo Comentário da Bíblia. São Paulo: Editora Vida Nova. 3ª Ed, 1995, p.1617-1618

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21 comentários em “Os Vingadores – Um caso possível de preconceito do sobrenatural.

    Thiago Bruno disse:
    30 de abril de 2012 às 2:13 pm

    Concordo. Pessoas falam também da história de Jó.

    O que eu penso mesmo é que Deus provocou essas histórias para nos dar uma lição. Como se elas fossem parábolas vivas.

    Só não concordo com a bíblia ser a palavra de Deus. Eu acredito que ela faça parte da palavra Deus, somente.

      Zé Bruno respondido:
      30 de abril de 2012 às 2:32 pm

      Thiago, quando você diz que a Bíblia faz parte da Palavra de Deus, então você está dizendo que há algo além da Bíblia que seja Palavra de Deus e isso é incoerente com valores da Reforma como Sola Escrituras. Não há e nem houve outros meios de revelação além da criação, da Bíblia e de Jesus Cristo, todavia a Bíblia é a Palavra de Deus.
      O que além da Bíblia seria Palavra de Deus?

        Thiago Bruno disse:
        2 de maio de 2012 às 12:27 am

        Então nós precisamos rever o conceito de “palavra de Deus”. Deus já se revelou de várias formas pra várias pessoas ao longo da histórias. Livros foram escritos por pessoas inspiradas por Deus. Pessoas a quem Deus usou para transcrever sua palavra. Acredito que a bíblia sirva como um filtro. A bíblia é o que temos como palavra de Deus de fato, portanto, se algo não condiz com a bíblia, não pode ser palavra de Deus. Também não quer dizer que tudo o que condiga com a bíblia seja palavra de Deus. A grande questão é: “Deus se calou depois de João?”

      Nanda disse:
      20 de setembro de 2015 às 7:33 pm

      Só um detalhe a literatura sobre Jó nao é a mesma usada para Jonas. Jó é escrito em forma de poema e pode ter sido um personagem de carater pedagogico. Ou seja escrito (obviamente inspirado pelo Espirito) para ensinar seu povo.
      Por isso a questao se Jó era ou nao uma pessoa que realmente existiu nao tem importancia, pois o que importa nesse contexto é a “moral da historia” “o que aprendemos com isso” percebe?

        Nanda disse:
        20 de setembro de 2015 às 7:44 pm

        E sobre a “grande questao” é obvia ao ver que Jesus sendo O Cristo se revelou em nosso meio e que seu Espirito habita em nos. Jesus é a Palavra, o Verbo, talvez se voce procurar interpretar que ele é o Logus de Deus faça mais sentido!

    Lucas disse:
    30 de abril de 2012 às 2:21 pm

    Muuuuuito Bom Brunão, agora to com mais vontade ainda de assistir o filme!

    Honório disse:
    30 de abril de 2012 às 5:41 pm

    Brunooo, vc é o cara! Mto bom o texto! grande abs

    Isabelle disse:
    30 de abril de 2012 às 9:06 pm

    Nem tinha percebido que ele tinha falado parábola!!! Muitoo bom!!! Vou assistir de novo!! 😀 Pra ficar mais atenta aos detalhes!!!

    Gustavo Borges disse:
    1 de maio de 2012 às 12:06 pm

    Muito legal o texto bruno, parabéns!

    Fernando Grangeiro (@fgrangeiro) disse:
    1 de maio de 2012 às 2:04 pm

    Mt bom Bruno!!!!
    Até que vc não é herege como eu pensava!! kkkk

    ” o Deus único e verdadeiro que está em busca do homem; que intervém em sua criação e não apenas isso, mas está presente nela”

    ” A Bíblia não faz parte da Palavra de Deus, não contém a Palavra de Deus, mas é a Palavra de Deus”

    Concordo plenamente.

    iuriglaucio disse:
    1 de maio de 2012 às 8:57 pm

    Assisti esse filme ontem, o filme simplesmente é fantástico! Me surpreendi, embora já soubesse que o filme tinha uma produção fantástica, a ideia do filme foi show! Mas além do filme, acho que por mais que eu “rodasse” para procurar uma crítica sobre o filme, acho que não iria achar tanto conteúdo como pude tirar do seu texto. Simplesmente, FANTÁSTICO! Que Deus possa continuar lhe usando de maneira que possas pregar o Evangelho dessa maneira, em pequenas situações podendo falar do grande amor de Deus! Deus te abençoe! 😀 E mais uma vez, PARABÉNS!

    Joquebede disse:
    1 de maio de 2012 às 9:39 pm

    Sou sua fã incondicional, até qdo acho q vc tá errado!!!
    Prefiro qdo vc escreve sobre as verdades incontestáveis, que nos fazem ser cristãos de verdade e atestam nossa identidade, do que qdo vc escreve sobre verdades construídas por cristãos pós-modernos pra justificar suas atitudes.
    Excelente texto, parabéns!!!

    Thales Souza disse:
    1 de maio de 2012 às 10:38 pm

    Bruno, como vc , tive o prazer de assistir esse filme tbm… muito bom… e o 3D é execelente… / Parei e pensei tbm quando um deles falou essa frase, e após entrou no ”peixe” lah… em algumas pessoas isso entra na cabeça, para outras não… sejamos fiéis e firmes para receber certos tipos de ataques.. esse posso dizer que é um tipo…

    George Pacheco disse:
    1 de maio de 2012 às 10:51 pm

    O filme muda, a história muda, mas o “esqueleto” q sustenta qualquer trama tem o mesmo q a Bíblia tem, apenas com um outro ponto de vista. Esse filme não foge disso tb. Qd o Capitão América diz: Só há um Deus e tenho certeza de que Ele não se veste desse jeito – jeito do Thor – é outro exemplo… Mas, cadê esse Deus no filme? Os homens são obstinados e não podem ser governados (assim termina o filme), logo o poder está nas mãos humanas… Pelo menos o poder de não se render a qualquer um… Mas aparentemente esse Deus invisível num dá conta das coisas… Cada dia q passa, as Escrituras se comprovam, até quando são citadas erradamente, i.e., existe uma Verdade que vai além do conhecimento – nossas filosofias.

      Zé Bruno respondido:
      1 de maio de 2012 às 10:57 pm

      George, meu amigo, suas palavras são dignas de serem destacadas e acrescentadas ao texto para esclarecer que não há discurso neutro e que falar de um único deus, não é o mesmo que falar do Deus revelado em Jesus Cristo. A questão é: O que tem formado a nossa cosmovisão? Obrigado por melhorar meu escrito com este comentário!!!

      Nanda disse:
      20 de setembro de 2015 às 7:50 pm

      George tambem é legal citar a cena em que o Loki chega na alemanha e diz para que todos se ajoelhem diante dele por que essa é a “natureza humana” e diz que desejamos ser uma raça subjulgada. E um senhor se levanta e diz que nao se ajoelharia diante de um “homem como ele” e Loki imediatamente usa o senhor como exemplo que um anciao que deveria ter sabedoria…

      Ate ai legal pois como bons cristao associamos a nossa memoria biblica a historia de Daniel ou o Proprio Jesus que nao se ajoelhou diante do diabo…

      Porem o Capitao America aparece dos ceus para salvar o velhinho. Ou seja o messias da historia é ele mesmo!

    Leonardo Verona disse:
    1 de maio de 2012 às 11:57 pm

    Zé Bruno, gostei muito do texto! De fato, nada no texto do livro de Jonas mostra que a história é uma parábola! Esse tipo de interpretação é coisa de liberal, que utiliza o método histórico crítico, que nada mais é que excluir tudo aquilo que não pode ser verificado pelo método científico. E, como você destacou muito bem no texto, se assim procedermos, teríamos também que abandonar os milagres e quase a Bíblia em sua inteireza.
    Apenas, faço uma ressalva a seguinte frase do seu post: “Se bíblia dissesse que foi Jonas quem engoliu o grande peixe eu creria, porque é a Bíblia quem diz! Pois é no final a fé simples e singela continua sendo o firme fundamento das coisas que não se veem.”
    Eu concordo em parte com esta afirmação, pois apesar de não vermos diretamente o que cremos, a fé é um firme fundamento, ou seja, não é um salto no escuro. Para ilustrar o que estou dizendo, permita-me citar um comentário sobre uma afirmação de Schaeffer:
    “Em O Deus que se Revela, Schaeffer usa a ilustração de um montanhista que eventualmente se perdeu nos Alpes, para apresentar duas acepções distintas para a palavra fé: (a) no primeiro caso, o guia diz ao montanhista que se ele tropeçar e cair no penhasco, ele poderia sobreviver até pela manhã. Com base nesta informação o montanhista se atira do penhasco. Este é primeiro conceito de fé, totalmente desprovido de razão e de fundamentação. ‘Algo é assim porque é. Aceite.’ O autor diz que esta não é a fé bíblica. É apenas uma versão religiosa de ‘salto de fé’ existencialista; (b) no segundo caso, o montanhista ouve uma voz lhe dizer que conhece perfeitamente o local, pois vive ali há mais de 60 anos. Ele não vê quem está falando, mas a pessoa diz que pode ver o montanhista e que há um abrigo 10 metros abaixo, que ele pode descer até lá em segurança e será salvo pela manhã. Schaeffer diz que ele faria todas as perguntas que conseguisse a fim de se certificar se a pessoa é confiável: Quem está falando? Quão confiável ele é? Estas respostas me convencem? Se convencido, então ele desceria até o local indicado a fim de salvar a vida. Este segundo conceito define a fé cristã, que permite a análise racional e investigativa de fatos e fundamentos próprios.”
    No mais o texto está excelente, parabéns!

    Gonzaga Soares disse:
    21 de maio de 2012 às 10:37 pm

    Não entendi o seu texto Bruno, assisti Vingadores 2x e não me lembro de ouvir o Tony falando em parabola de Jonas, o que ele fala é ” …você conhece a historia de Jonas” fazendo referencia ao fato dele mergulhar na boca do alien, então dizer que é um ataque sutil ao cristianismo é forçaa barra. Alias, vi elementos que refoçam o cristianismo no filme, por exemplo, quando Loki esta na Alemanha e obriga todos a se ajoelharem, vemos a figura marcante de um ancião que recusa-se a ajoelha-se diante do falço deus, mesmo sabendo que iria morrer por isso, ou a fantastica fala do capitão America que fez o meu amigo exclamar, ” que massa o Capitão é crente”, quando este, o Capitão responde ao Gavião que afirma que Loki e Thor são quause deuses, este diz: ” DEUS SÓ EXISTE UM, E ELE NÃO SE VESTE ASSIM”. Enfim vingadores tem mais cristianismo que muito culto que tenho participado. Quanto a Jonas ser parabola ou não, nem os cristãos chegaram a um acordo sobre isto, enão vai ser o Homem de Ferro que vai definir este embate. Portanto assista Vingadores pelo filme incrivel e fantastico que ele é, e s`.

    Um abraço e fica na paz

      Zé Bruno respondido:
      22 de maio de 2012 às 2:05 pm

      Gonzaga, não assisti o filme dublado, apenas legendado e nesta versão aparace a citação “parábola de Jonas”. Todavia como o problema título diz, não afirmo que foi isso o que os autores do filmes quiseram demostrar, mas que o filme é um “caso possível”.
      Minha intenção em escrever este texto era apenas para abordar a temática da literalidade do texto…Quanto a sua afirmação que O filme tem mais cristianismo do que muitos cultos que você frequenta, acho um exagero.

        Nanda disse:
        20 de setembro de 2015 às 7:58 pm

        Sim. Ele usa a citaçao de parabola pois quer usar o exemplo dele como uma propria analogia.
        O que ele quer passar é que o “mal” é eliminado de dentro pra fora.
        Isso faz ligaçao com outras cenas sobre o Homem de Ferro.
        Pois ele mesmo que é um narcisista salva a humanidade com uma atitude altruista se salvando, como ele vai dizer nos proximos filmes ” criamos nossos proprios demonios” .
        Fato é que a cosmovisao dos filmes é esta que a pessoa se salva por salvar os outros, se salva por atitudes que chamamos de heroicas, forçando um ppuco a ideia de auto sacrificio para sua propria salvaçao.
        Entao como Cristo compara o fato de Jonas sobre 3 dias e 3 nois com o tempo ate sua ressureiçao ele usa tbm a comparaçao nao só naquela cena mas no apice da açao heroica que é onde ele “quase morre”

    karla disse:
    14 de maio de 2015 às 10:20 pm

    Concordo plenamente. E no filme Os vingadores a Era de Ultron
    Algumas falas trazem incorporada partes que se assemelham com eventos finais bíblicos.
    1- Ultron faz seu quartel numa igreja e diz ali ser o centro da cidade.
    2- Cita. Sobre esta pedra edificarei a minha igreja.
    3 – Cita o fim da humanidade, e fala de Noé. Sobre o mundo já ter sido destruído outras vezes.
    4 – O número 12. É o número de tribos de Israel descendencia de Abraão .12 apostólos, 12 portas de Jerusalém do templo que foi destruído e que estão programando reconstruir.
    5 – Visão …cita seu nome como sendo Eu sou o que sou. Que faz o entender que ele seria Deus, pois este é o nome que Deus usou para falar em algumas situações, porém isto é inconcebível. Tanto que ele consegue utilizar o martelo de Thor, rebaixando este suposto deus.
    Creio que as mensagens subliminares neste filme incorporem as citações bíblicas, pois tenta criar um enredo um pouco estranho entre o bem e o mal. Talvez como a guerra do Armagedon…que é citação biblica e são eventos finais.

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