Fé Bíblica e Crise Brasileira – Posses e Política; Esoterismo e Ecumenismo

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FE_BIBLICA_E_CRISE_BRASILEIRA_1332648077PTítulo:
 Fé Bíblica e Crise Brasileira – Posses e Política; Esoterismo e Ecumenismo
Autor: Paul Freston
Editora: ABU
Onde comprar? Estante Virtual
Quando li: nov/2012 – dez/2012
Meu Comentário: Este livro foi lançado em 1992 e o que o autor chama de crise brasileira são os escândalos que envolveram os evangélicos na Constituinte de 87-88, a presença do esoterismo e a má relação entre evangélicos e o ecumenismo no Brasil.

A leitura desta obra foi reveladora, pois aborda do contexto política e dos evangélicos no período da Constituinte, do apoio que deram ao Collor, o qual sofreria o impeachment; também sobre a existência da Confederação Evangélica Brasileira e de seu papel nos escândalos da época e por sua narrativa do nascimento e das propostas da já extinta AEVB.

E renovadora dado sua abordagem acerca da relação que os cristãos devem ter com os bens materiais, os quais chama de potestade e tudo baseado em texto do evangelho de Lucas e da epístola de Tiago, considerando-os a partir dos seus respectivos contextos,  deu-me uma nova perspectiva sobre o assunto. Outro ponto renovador, foi sobre o modo como os evangélicos, principalmente aqueles envolvidos na política partidária de agirem contra ao aborto ou ao casamento homossexual e em nome de uma “ética” ou segundo alguns “a Palavra de Deus”, mas nada fizerem em prol da Reforma Agrária, a qual encontra apoio nas Escrituras.

Segundo o autor, os evangélicos do contexto que fala (mas não sei se há alguma diferença entre eles e nós) buscam uma obediência platônica, abstrata do tipo se comprometem com a causa do Reino, mas desde que tal compromisso ocorre apenas no interior, não obstante na exposição do evangelho de Lucas e da epístola de Tiago apresentado por Freston mostra que nossa obediência e compromisso deve partir do nosso interior para as esferas mais concretas das nossas vidas, de modo que atinja todas as áreas da vida.

Freston propõe que nossa religiosidade seja bíblica e evangélica, sendo que o termo bíblico seja entendido como agenda, enquanto que o “ser evangélico deveria significar ser radicalmente bíblico. Ao invés de fetichizar a Bíblia, honrando-a como símbolo, temos de levá-la a sério, por meio do trabalho árduo de interpretação e aplicação.”

Paul Freston é professor de sociologia na Universidade Federal de São Carlos, SP. É autor de, entre outros, Evangélicos na política brasileira (Encontro Editora) e Fé bíblica e crise brasileira (ABU Editora).

 

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