Mês: julho 2015

Não precisamos de um evangelho relevante, apenas do Evangelho

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O evangelho é o evangelho, e isso porque ele é único. No entanto aquilo que algumas igrejas fazem com ele para assim serem relevantes e atrativas ao seus públicos alvos é uma verdadeira corrupção. Nenhuma espécie de evangelho light é bom, antes é um outro evangelho, um evangelho maldito.

Um evangelho light é um evangelho incompleto, um evangelho que não anuncia “todo o conselho de Deus”, que tolera alguns pecados, é um evangelho que faz concessões. Leia o resto deste post »

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A última homenagem a Zé Neco

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Ontem foi o sepultamento do pastor Zé Neco, pastor presidente da Assembléia de Deus em Alagoas. Após o culto fúnebre, o corpo foi conduzido até o cemitério Parque das Flores num cortejo que seguia pela principal avenida de Maceió, Fernandes Lima. A foto acima registra uma ideia da quantidade de pessoas que se fizeram presente para prestar sua última homenagem a um homem, que “gastou-se e se deixou gastar” pela causa do evangelho em Alagoas, um homem dos quais o mundo não era digno.

No Cristo, Zé Bruno

In Memoriam – Pastor Zé Neco

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Arte: Ebenézer Ferreira

A Assembléia de Deus em Alagoas está enlutada devido ao falecimento do nosso pastor, José Antônio dos Santos. Na semelhança na sexta-feira da Paixão, o dia de ontem foi de lamento e choro para muitos que tiveram a graça de conhecer este arauto do evangelho.

Pastor Neco, como carinhosamente era conhecido, ocupou os cargos de presidente da União dos Ministros das Igrejas Assembléias de Deus no Nordeste (UMADENE), vice-presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) e por quase 30 anos como pastor presidente das AD’s em Alagoas. Mas seu maior serviço prestado foram os quase 53 anos em que serviu no ministério pastoral em diversas igrejas do interior a capital, onde concluiu seu ofício na igreja do bairro do Farol, como pregador da Palavra.

Desde a minha adolescência via o carinho com que os irmãos falavam sobre este pastor cujo nome era sempre associado a integridade, sabedoria e aconselhamento. Sua casa estava de portas abertas para receber todos que ali chegavam quer para se hospedar, quer para se aconselhar. Era um homem acessível, hospitaleiro e que sabia ouvir.

Minhas lembranças acerca do Pastor Neco são em sua maioria associadas a outros nomes. Pessoas que compartilharam trechos de suas pregações, conselhos que receberam e experiências que ele viveu. No entanto trago comigo a de um encontro que tive com ele. Na ocasião, contou-me de um irmão que numa oração, pediu a Deus para que se houvesse algo nele que não estivesse agradando o Senhor, que este o relevasse. A noite o irmão sonhou que abria a Bíblia e procurava um texto para pregar, e o único texto que encontrava era o salmo 125. Todavia quando tentava pregá-lo, não conseguia. Ao acordar, o irmão ficou pensando no significado do sonho e o discernimento que teve foi que ele não estava confiando no Senhor. Após este relato, pastor Neco riu e disse “sabe quem era este homem? Eu!” Leia o resto deste post »

Frase 47 – G. K. Chesterton

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Tu agradeces antes de comer, muito bem;
porém eu agradeço antes do teatro e da ópera,
e agradeço antes do concerto e da mímica,
e agradeço antes de abrir um livro,
e agradeço antes de desenhar e pintar,
nadar, esgrimir, boxear, passear, jogar, dançar;
e agradeço antes de molhar a pena no tinteiro.

A última de Thalles Roberto, uma opinião

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Esta semana muitos fãs do cantor Thalles foram pegos de surpresa ao saberem que ficarão órfãos do cantor. Pelo menos no segmento gospel, já que planeja dar continuidade a sua carreira fora dele. Seu rompimento com o mercado gospel, com quem realmente romperá, tem causado um burburinho entre os evangélicos que creem na dicotomia gospel-secular. Não vejo nenhum problema que o cantor queira esta mudança na carreira dele, afinal isso não significa que ele abandonará a fé, nem sua arte será menos arte se ele deixar de produzir para o mercado da religião.

Este ‘crossover’ de artistas entre o púlpito e o palco ou que deixariam um pelo outro não séria uma novidade. Isso é muito comum lá fora. Por exemplo, a cantora neozelandesa Brooke Fraser, autora de canções como None But Jesus, Desert Song e Hosanna, além de fazer parte do time da Hillsong, possui uma carreira solo em paralelo que atende ao mercado não-religioso. Uma serva de Deus, que compõe sobre vários temas e quem conhece sua arte percebe a integridade com sua fé.

Sobre as declarações thallecas concordo com ele que qualquer um pode cantar gospel, haja vista o que temos disponível do mercado, mas também qualquer um pode cantar músicas não-gospeis, e não preciso explicar né? O mercado não está preocupado com arte, com o belo, mas com aquilo que vende. Por isso é tão comum termos composições centradas no homem, nas necessidades do homem do que na glória de Deus e sua vontade. Canções sem base bíblicas e shows que só se distinguem de shows não religiosos porque as letras falam da religião.

A principio, percebo que o problema com a justificativa da sua permuta, segundo ele dada por Deus, é para alcançar os de fora. Ao dizer isso, ele está pensando na arte do cristão apenas como instrumento de evangelização. Mas a igreja precisa de artistas que produzam canções bíblicas e poéticas, que tragam edificação, anunciem o evangelho e glorifiquem a Deus. O artista cristão não precisa de uma arte evangelizadora para justificar sua existência, assim como um médico não precisa de uma medicina evangelizadora para justificá-la. A arte em si se justifica como dádiva (dom) de Deus aos homens. Nenhum cantor cristão precisa mudar de mercado para alcançar “os de fora”, afinal muitos artistas cristãos já o fazem através de suas músicas.

Não podemos confundir Missão Integral com Teologia da Missão Integral.

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A TMI é uma teologia latino-americana, que está em desenvolvimento, e surgiu antes do Pacto de Lausanne, mas tem nele seu principal documento histórico-teológico. Embora reivindique o “Reino de Deus” (Ladd) como sua chave-hermenêutica é acusada de ser uma teologia inconsistente por não possuir um método hermenêutico como sua “prima” a Teologia da Libertação (ver-julgar-agir). Além de sofrer duras críticas por causa da influência marxista de boa parte dos seus teólogos latinos-americanos.

A MI é ação missionária, que não se limita a evangelização, mas ocupa-se também com a responsabilidade social, lembrando que o ‘kerigma’ tem prioridade lógica sobre a ‘diaconia’, a qual poderá ter prioridade temporal sobre o ‘kerigma’. Seu agente não é apenas o missionário, mas a igreja como um todo. Sua atuação não se limita ao atravessar fronteiras geográficas, mas de outras naturezas também para ajudar tanto os de lá quanto os de cá. A Missão Integral não está a cargo de uma igreja (local ou denominação), mas da Igreja (de Cristo), que a executa não apenas naquilo que faz, mas também naquilo que é – povo de Deus. A MI é “o evangelho todo, para o homem todo e para todos os homens”.

Acerca dos Dons Espirituais, eu vos escrevo:

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Tanto pentecostais quanto continuistas creem na atualidades do dons espirituais. Dentre os apresentados na lista da primeira carta de Paulo aos coríntios, os dons de profecia, interpretação de línguas, palavra de conhecimento e a de sabedoria trazem consigo uma mensagem, uma revelação.

Em nenhum momento a crença na contemporaneidade dos dons admite, que as “revelações” que surgem deles tenham a mesma autoridade que as Escrituras Sagradas, pois estas são inerrantes e aquelas sempre estarão ‘sub judice’ a dois critérios: o da coerência bíblica e o do tempo.

Em hipótese alguma alguma os dons espirituais devem ocupar um lugar especial nas reuniões do povo de Deus ou aqueles por onde os dons de manifestam devem serem vistos como uma classe especial de cristãos ou se verem assim, porque não o são!

Os dons espirituais não são autônomos ao texto sagrado, antes devem estar submissos as orientações bíblicas para as suas manifestações, digo isso porque ninguém que seja usado com algum desses dons fica em êxtase, se assim for, tais manifestações não são bíblicas, pois a teologia paulina diz: “o espírito do profeta está sujeito ao profeta” e só lembrando o espírito do profeta não é o Espírito Santo, mas seu próprio espírito!

Por fim, o fim dos dons é sempre a edificação do outro e no caso do de profecia também pode ser a exortação e a consolação. Nada mais que isso e apesar de cremos na revelação bíblica acerca do dons espirituais, não devemos ignorar o papel das Escrituras nas nossas vidas e nos nossos ajuntamentos.

Naquele que nos forma pela Sua Palavra,
Zé Bruno

O Homem Proteico – o típico modelo de nossa sociedade

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“Quando o homem não se sente mais em casa no mundo, mas deslocado em seu espírito, torna-se como um migrante, um exilado, vivendo incerta e experimentalmente conforme a corrente. Ele é assim como Proteu , o profeta da mitologia grega, que podia mudar de forma – de javali para leão, de enchente para fogo – de acordo com as circunstâncias dominantes. No entanto, Proteu não conseguia permanecer somente sob uma forma. Hoje, o homem proteico é o tipico modelo de nossa sociedade, interminavelmente comprometida com experimentos, modas passageiras e costumes…

Um fator contribuinte para existência proteica tem sido a superação dos limites. Em nossa geração, testemunhamos toda bestialidade de Auschwitz, bem como a destruição atômica de Hiroshima. O holocausto e a guerra nuclear introduziram novos tempos de crueldade e destruição jamais antes imaginado.

Esse colapso de limites seduz o homem a quebrar outros limites da existência humana, incluindo a desintegração da família, a corrupção de qualquer padrão sexual, e a perda de autoridade na sociedade. No lugar de estrutura e forma, temos agora uma ênfase na mutação contínua. A identidade humana é vista não em termos de uma atividade moral padronizada, mas como um infinito processo de autodescoberta e fluidez pessoal. Em vez de claros contornos éticos ao redor de nosso panorama de vida, há uma moral mutável que compreende situações éticas. É como se o homem tivesse sendo influenciado a deixar a periferia de um mundo limitado para se tornar o ‘Homos Novus’: uma nova criatura do mar que, como água-viva, é infinitamente flexível e flutua sem rumo entre as fronteiras comuns do tempo, das maré e do vento, imerso em um vasto oceano de possibilidade sem restrições morais… “

por James M. Houston, in O Criador – vivendo bem no mundo de Deus, Brasília: Editora Palavra, p.34-35

*Apesar de ser uma descrição dos nossos dias, este livro foi escrito em 2004