Opinião

De quem é a culpa? Uma opinião sobre a insatisfação arminiana e a Assembléia de Deus

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canceladoA Assembléia de Deus é uma igreja de confessionalidade arminiana. Porém o arminianismo nunca foi ensinado claramente e sistematicamente em nossas igrejas. Nunca tivemos em nossa EBD um trimestre cuja tema fosse Arminianismo. Se não fosse o advento da internet e principalmente das redes sociais muitos ainda estariam na ignorância do que seja calvinismo, arminianismo, pelagianismo etc.

Os arminianos tupiniquins, cuja maioria são de assembleianos e pentecostais, não devem a Editora CPAD pela proliferação de obras sobre esta soteriologia, mas a Editora Reflexão que tem lançado um livro após outro e contribuído para o estudo do arminianismo no Brasil e não só com publicações, mas na promoção de eventos com a presença de autores nacionais e internacionais.

Nossa igreja foi omissa, leia-se, alheia a educação deste tema. Relegando-o aos “doutores e mestres”, como se isso não fosse de interesse do membro comum. Logo não é de estranhar haverem dentro das ADs um contingente número de pastores e membros que são calvinistas declarados ou não (Imagino que as experiências eclesiásticas de muitos destes irmãos não sejam muito boas).

Em alguns grupos arminianos é explícito a insatisfação pelo avanço do calvinismo dentre os pentecostais e assembleianos e isso pelo menos por três motivos: a presença de calvinista dentre os autores publicados pela nossa Casa Publicadora ainda que a obra em si não trate do calvinismo; a presença constante de pentecostais nos eventos calvinistas como Consciência Cristã (VINACC) ou Conferência Fiel, por exemplo; e o fato de muitos assembleianos e pentecostais se assumirem calvinistas. Por estas e talvez outras razões há um movimento para impedir a “calvinização das Assembléias de Deus” que de tabela atinge a CPAD. Leia o resto deste post »

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BOICOTAR NÃO É PARA TODOS – uma postura cínica de uma agenda reducionista

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Texto publicado originalmente para o blog: Via Fidei – Caminho da fé

Boicote-APV

Recentemente Ana Paula Valadão publicou um texto onde não só demonstra sua indignação como convoca seu público a boicotarem a C&A por causa de propagandas da coleção Ouse, Misture e Divirta-se, as quais, segundo a cantora, fazem uma apologia a ideologia de gênero. Compreendo a indignação da Ana, sou contra a cosmovisão hedonista por trás da campanha publicitária da C&A, mas discordo do método proposto para lidar com isso, a não ser que se faça o mesmo com todas as marcas cuja cosmovisão presente em suas propagandas e produtos não seja cristã e neste caso, faço minhas as palavras de Paulo “teríamos que sair do mundo”.

Há pouco menos de um ano o pastor Silas Malafaia havia convocado o “povo de Deus” para boicotar O Boticário, devido sua propaganda do dia dos namorados ter incluso entre os casais presentes alguns homossexuais. O irônico sobre isto é que a Vivo também havia produzido uma propaganda do dia dos namorados com o mesmo molde, cuja única diferença foi que esta foi lançada um pouco antes daquela. O que nos leva a pergunta: “se é para boicotar quem faz apologia a homossexualidade então por que o pastor não convocou um boicote a Vivo também? Se é para boicotar a C&A por causa da imoralidade presente em suas propagandas, então por que não fazer o mesmo com a Rede Globo que faz o mesmo através de suas novelas? Leia o resto deste post »

Entre o equivoco e a contradição – o estreito em que Ed René Kivitz entrou

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O Ed se posicionou. Diga-se de passagem de maneira bem diferente do conteúdo do manifesto que, lamentavelmente, assinou. Mas o Ed, como já disse em outras postagens, erra ao fazer algumas declarações dúbias, que a princípio dão-lhe uma imagem que não é a real e acabam servindo de munição para aqueles que o veem como herege. Entretanto seu erro costuma dá lugar à virtude, quando depois do barulho das ambiguidades, ele vem a público e se explica, deixando claro sua posição. Isso aconteceu quando o acusaram de ser teísta aberto, de ter dito que o sexo entre casais solteiros não era pecado e de ser universalista.

Não digo que sua última postagem foi um desses esclarecimentos, porém ficou claro pra mim uma coisa: ter declarado sua posição após ter assinado o Manifesto Missão na Íntegra deixou-o entre o equivoco e a contradição. Não vejo uma outra saída. Pelo menos por dois motivos: Leia o resto deste post »

Por quê não assino? Objeções ao Manifesto de Evangélicos pelo Estado de Direito — Iniciativa do Missão na Íntegra

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GcLSZeRqO manifesto emitido pelo Missão na Íntegra termina com um espaço para ser assinado por aqueles que o endossam. Não será o meu caso! Embora concorde com alguns pontos, não posso assinar a carta porque há, lamentavelmente, uma tendência pró-governo (leia-se PT). O manifesto soa como um eco da defesa da situação. Além disso não o assino devido a parcialidade do documento, o qual não representa a pluralidade de opiniões, que afirma haver no própriomovimento. No entanto deixo claro que tal postura em nada tem a ver com a Teologia da Missão Integral (TMI), mas da opinião de ALGUNS irmãos que compõe o movimento da Missão Integral. Eu lamento profundamente que a TMI seja usado como simbolo de posições ideológicas. Falo isto porque a teologia não precisa de uma ideologia pra viver. Leia o resto deste post »

Opinião sobre VINACC e Ariovaldo Ramos – o sectarismo de um e o silêncio do outro

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ariovaldo-ccLi o artigo da Mariana Gouveia no site da Consciência Cristã Vinacc sobre o pastor Ariovaldo Ramos que fez as seguintes publicações em sua conta no twitter: “Aviso aos navegantes: juiz ñ pode desfilar de toga em passarela nem ser fofoqueiro! ‪#‎ESTADODEDIREITOJA‬” e “O presidente não tem celular, a Presidenta tem… Adivinha quem foi grampeado! #ESTADODEDIREITOJA”.

O que li acima é que o Ari discorda como muitos brasileiros do grampeamento solicitado pelo juiz Moro e não que “desqualifica as investigações da Operação Lava Jato”. Na nota (ou artigo) insinua-se que Leia o resto deste post »

A última de Thalles Roberto, uma opinião

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Esta semana muitos fãs do cantor Thalles foram pegos de surpresa ao saberem que ficarão órfãos do cantor. Pelo menos no segmento gospel, já que planeja dar continuidade a sua carreira fora dele. Seu rompimento com o mercado gospel, com quem realmente romperá, tem causado um burburinho entre os evangélicos que creem na dicotomia gospel-secular. Não vejo nenhum problema que o cantor queira esta mudança na carreira dele, afinal isso não significa que ele abandonará a fé, nem sua arte será menos arte se ele deixar de produzir para o mercado da religião.

Este ‘crossover’ de artistas entre o púlpito e o palco ou que deixariam um pelo outro não séria uma novidade. Isso é muito comum lá fora. Por exemplo, a cantora neozelandesa Brooke Fraser, autora de canções como None But Jesus, Desert Song e Hosanna, além de fazer parte do time da Hillsong, possui uma carreira solo em paralelo que atende ao mercado não-religioso. Uma serva de Deus, que compõe sobre vários temas e quem conhece sua arte percebe a integridade com sua fé.

Sobre as declarações thallecas concordo com ele que qualquer um pode cantar gospel, haja vista o que temos disponível do mercado, mas também qualquer um pode cantar músicas não-gospeis, e não preciso explicar né? O mercado não está preocupado com arte, com o belo, mas com aquilo que vende. Por isso é tão comum termos composições centradas no homem, nas necessidades do homem do que na glória de Deus e sua vontade. Canções sem base bíblicas e shows que só se distinguem de shows não religiosos porque as letras falam da religião.

A principio, percebo que o problema com a justificativa da sua permuta, segundo ele dada por Deus, é para alcançar os de fora. Ao dizer isso, ele está pensando na arte do cristão apenas como instrumento de evangelização. Mas a igreja precisa de artistas que produzam canções bíblicas e poéticas, que tragam edificação, anunciem o evangelho e glorifiquem a Deus. O artista cristão não precisa de uma arte evangelizadora para justificar sua existência, assim como um médico não precisa de uma medicina evangelizadora para justificá-la. A arte em si se justifica como dádiva (dom) de Deus aos homens. Nenhum cantor cristão precisa mudar de mercado para alcançar “os de fora”, afinal muitos artistas cristãos já o fazem através de suas músicas.