Trechos de Livros

Avareza, a ambição dobrada

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Avareza - sete pecados
O pecado da avareza centraliza-se na ambição dobrada: obter o que não temos e manter o que temos. O contraponto do primeiro é o contentamento e do último a generosidade, ambos são o cerne da misericórdia.

Enquanto a ambição nega aos outros até mesmo a justiça, a misericórdia oferece mais do que apenas justiça — seu caráter é dar além da razão, além da justiça, além da expectativa. Como Portia, de Shakespeare, diz em O Mercador de Veneza: “A qualidade da misericórdia não é forçada”.

Em outras palavras, a avareza pode precipitar outros pecados tanto de comissão (como fraude, traição e violência) quanto de omissão (como a indiferença em relação às necessidades do próximo). Os estudiosos medievais caracterizavam, de maneira resumida, os pecados de omissão simplesmente como “insensibilidade para com a misericórdia”. Leia o resto deste post »

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Como compreender as Escrituras?

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por John Stott

“…para recebermos a compreensão que vem do Senhor, temos de considerar o que o apóstolo está dizendo. Alguns cristãos nunca se aprofundam num estudo bíblico sério. A razão disso talvez seja puramente “carnal”, isto é, são muito preguiçosos. Mas por outro lado o motivo pode ser “espiritual” (ou, mais apropriadamente, “pseudo-espiritual”), quer dizer, eles creem que a compreensão lhe virá do Espírito Santo e não de sua própria meditação (o que é uma antítese totalmente falsa). Assim, o máximo que fazem é passar os olhos sobre alguns versículos bíblicos ao acaso, esperando (e até orando) que o Espírito Santo lhes mostre todo sentido. Eles não estão obedecendo à ordem do apóstolo “pondera o que acabo de dizer”.

“Outros são bons estudiosos da Bíblia. São “laboriosos agricultores”, por assim dizer. Usam suas mentes e esquadriam o texto da Escritura; comparam versões, consultam concordâncias e leem comentários com a maior atenção, mas se esquecem de que é somente o Senhor que concede a compreensão, e que ele a concede como uma dádiva.

“Assim, não devemos desunir o que Deus uniu, pois para a compreensão das Escrituras é essencial uma combinação equilibrada de meditação e de oração. A nós compete “ponderar”; e o Senhor providenciará para nós a compreensão.”

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stottO Texto acima foi extraído do seu comentário bíblico: A Mensagem de 2 Timóteo, ABU, p.51-52 — precisamente da explicação de 2 Tm 2.7

O Homem Proteico – o típico modelo de nossa sociedade

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“Quando o homem não se sente mais em casa no mundo, mas deslocado em seu espírito, torna-se como um migrante, um exilado, vivendo incerta e experimentalmente conforme a corrente. Ele é assim como Proteu , o profeta da mitologia grega, que podia mudar de forma – de javali para leão, de enchente para fogo – de acordo com as circunstâncias dominantes. No entanto, Proteu não conseguia permanecer somente sob uma forma. Hoje, o homem proteico é o tipico modelo de nossa sociedade, interminavelmente comprometida com experimentos, modas passageiras e costumes…

Um fator contribuinte para existência proteica tem sido a superação dos limites. Em nossa geração, testemunhamos toda bestialidade de Auschwitz, bem como a destruição atômica de Hiroshima. O holocausto e a guerra nuclear introduziram novos tempos de crueldade e destruição jamais antes imaginado.

Esse colapso de limites seduz o homem a quebrar outros limites da existência humana, incluindo a desintegração da família, a corrupção de qualquer padrão sexual, e a perda de autoridade na sociedade. No lugar de estrutura e forma, temos agora uma ênfase na mutação contínua. A identidade humana é vista não em termos de uma atividade moral padronizada, mas como um infinito processo de autodescoberta e fluidez pessoal. Em vez de claros contornos éticos ao redor de nosso panorama de vida, há uma moral mutável que compreende situações éticas. É como se o homem tivesse sendo influenciado a deixar a periferia de um mundo limitado para se tornar o ‘Homos Novus’: uma nova criatura do mar que, como água-viva, é infinitamente flexível e flutua sem rumo entre as fronteiras comuns do tempo, das maré e do vento, imerso em um vasto oceano de possibilidade sem restrições morais… “

por James M. Houston, in O Criador – vivendo bem no mundo de Deus, Brasília: Editora Palavra, p.34-35

*Apesar de ser uma descrição dos nossos dias, este livro foi escrito em 2004

O Conhecimento de Deus – C.H. Spurgeon

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Em 7 de janeiro de 1855 o ministro da capela da rua New Park começou seu sermão matinal do seguinte modo:

Spurgeon-PreachingJá foi dito por alguém que “o estudo adequado da humanidade é o próprio homem”. Não me oponho à idéia, mas creio ser igualmente verdadeiro que o estudo correto do eleito de Deus é Deus; o estudo apropriado ao cristão é a divindade. A mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais poderosa filosofia que possa prender a atenção de um filho de Deus é o nome, a natureza, a pessoa, a obra, as ações e a existência do grande Deus, a quem chama Pai.

Nada é melhor para o desenvolvimento da mente que contemplar a divindade. Trata-se de um assunto tão vasto, que todos os nossos pensamentos Leia o resto deste post »