Dois erros comuns entre os pregadores

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“Mulher,onde estão os teus acusadores? Também não te condeno. vá e não peques mais.”

Um dos grandes erros que todo pregador está sujeito a cometer é caminhar nos extremos: condenando o pecado, mas sem apresentar a graça ou anunciando esta, sem denunciar aquele.

No primeiro caso nos tornamos condenadores, mensageiros da culpa e do medo, sem Boa Nova para proclamar. Já no segundo, corremos o grande risco de sermos profetas da libertinagem, do “tem nada não”, esquecendo do caminho estreito.

Nos dois casos aqueles que julgam estar anunciando o Evangelho, na verdade estão fazendo um desserviço. Pois toda caricatura é uma imagem distorcida e um Evangelho distorcido anuncia um Deus distorcido, uma realidade distorcida, uma igreja distorcida e outras verdades distorcidas. Leia o resto deste post »

“Eu, Sarau” em Maceió

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Há alguns meses (6 de novembro de 2015)  a cidade de Maceió foi palco de um espetáculo belíssimo, emocionante e cheio de esperança. A turnê “Eu, Sarau” do senhor Marcos Almeida passou por aqui e sem dúvida deixou registrado o conceito de sua arte. Uma arte que ultrapassa os muros da religião, que não é artefato dela, mas que é de Deus, que dialoga com a cultura e fala da vida, de esperança, do amor, de pessoas…

O “Eu, Sarau” é um show autoral, poético e brasileiro. Marcos Almeida traz em seu repertório canções da época do Palavrantiga, algumas novas e outras composta para amigos. Além disso ele apresenta ao seu público a poesia brasileira de Carlos Nejar, e o próprio poeta através dos “causos” que conta. Leia o resto deste post »

Ao lembrar da cruz…

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cruz-cristoQuando presto atenção nas minhas derrotas e frustrações sou tomado pela autopiedade e o ressentimento, que incutem a ideia de que tanto Deus quanto o mundo são meus devedores. Esses sentimentos me tentam a murmurar e a ser ingrato. No entanto a lembrança da cruz de Cristo surge como que um obstáculo me impedindo a ceder e aniquila qualquer razão que justifique os hábitos do deserto. Leia o resto deste post »

Como compreender as Escrituras?

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por John Stott

“…para recebermos a compreensão que vem do Senhor, temos de considerar o que o apóstolo está dizendo. Alguns cristãos nunca se aprofundam num estudo bíblico sério. A razão disso talvez seja puramente “carnal”, isto é, são muito preguiçosos. Mas por outro lado o motivo pode ser “espiritual” (ou, mais apropriadamente, “pseudo-espiritual”), quer dizer, eles creem que a compreensão lhe virá do Espírito Santo e não de sua própria meditação (o que é uma antítese totalmente falsa). Assim, o máximo que fazem é passar os olhos sobre alguns versículos bíblicos ao acaso, esperando (e até orando) que o Espírito Santo lhes mostre todo sentido. Eles não estão obedecendo à ordem do apóstolo “pondera o que acabo de dizer”.

“Outros são bons estudiosos da Bíblia. São “laboriosos agricultores”, por assim dizer. Usam suas mentes e esquadriam o texto da Escritura; comparam versões, consultam concordâncias e leem comentários com a maior atenção, mas se esquecem de que é somente o Senhor que concede a compreensão, e que ele a concede como uma dádiva.

“Assim, não devemos desunir o que Deus uniu, pois para a compreensão das Escrituras é essencial uma combinação equilibrada de meditação e de oração. A nós compete “ponderar”; e o Senhor providenciará para nós a compreensão.”

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stottO Texto acima foi extraído do seu comentário bíblico: A Mensagem de 2 Timóteo, ABU, p.51-52 — precisamente da explicação de 2 Tm 2.7

Quando a verdade é atacada, quem pode pagar conta é a fé

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Corinthian_Column_of_the_Temple_of_Zeus_in_AthensNo último domingo as igrejas que fazem uso das lições bíblicas da CPAD estudaram sobre a apostasia da fé, tendo como texto-base a primeira carta de Paulo ao jovem Timóteo. Nesta carta Paulo declara que a igreja é “a coluna e o fundamento da verdade”[1]. De acordo com Stott isso significa que a igreja deve defendê-la e confirmá-la, além de proclamar o evangelho[2]. Aqui Paulo mostra que a igreja é serva da verdade, logo se a verdade for tirada dela, a igreja perde seu propósito.

No capítulo 4 somos exortados pelo Espírito Santo que muitos apostatarão da fé, ou seja, abandonarão de forma premeditada e consciente a fé cristã ao darem “ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”. Observe que nesta exortação o que está sendo atacado pelo inferno é a verdade. Não é estranho que nestes últimos dias, assim como em outros, tem se levantado tanto de dentro quanto de fora da igreja movimentos e ideias sob os auspícios de espíritos enganadores que atacam as doutrinas clássicas do Cristianismo ou instituições já cristalizadas desde a formação da sociedade sob influência da fé judaico-cristã. Leia o resto deste post »

Não precisamos de um evangelho relevante, apenas do Evangelho

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O evangelho é o evangelho, e isso porque ele é único. No entanto aquilo que algumas igrejas fazem com ele para assim serem relevantes e atrativas ao seus públicos alvos é uma verdadeira corrupção. Nenhuma espécie de evangelho light é bom, antes é um outro evangelho, um evangelho maldito.

Um evangelho light é um evangelho incompleto, um evangelho que não anuncia “todo o conselho de Deus”, que tolera alguns pecados, é um evangelho que faz concessões. Leia o resto deste post »

A última homenagem a Zé Neco

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Ontem foi o sepultamento do pastor Zé Neco, pastor presidente da Assembléia de Deus em Alagoas. Após o culto fúnebre, o corpo foi conduzido até o cemitério Parque das Flores num cortejo que seguia pela principal avenida de Maceió, Fernandes Lima. A foto acima registra uma ideia da quantidade de pessoas que se fizeram presente para prestar sua última homenagem a um homem, que “gastou-se e se deixou gastar” pela causa do evangelho em Alagoas, um homem dos quais o mundo não era digno.

No Cristo, Zé Bruno

In Memoriam – Pastor Zé Neco

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Arte: Ebenézer Ferreira

A Assembléia de Deus em Alagoas está enlutada devido ao falecimento do nosso pastor, José Antônio dos Santos. Na semelhança na sexta-feira da Paixão, o dia de ontem foi de lamento e choro para muitos que tiveram a graça de conhecer este arauto do evangelho.

Pastor Neco, como carinhosamente era conhecido, ocupou os cargos de presidente da União dos Ministros das Igrejas Assembléias de Deus no Nordeste (UMADENE), vice-presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) e por quase 30 anos como pastor presidente das AD’s em Alagoas. Mas seu maior serviço prestado foram os quase 53 anos em que serviu no ministério pastoral em diversas igrejas do interior a capital, onde concluiu seu ofício na igreja do bairro do Farol, como pregador da Palavra.

Desde a minha adolescência via o carinho com que os irmãos falavam sobre este pastor cujo nome era sempre associado a integridade, sabedoria e aconselhamento. Sua casa estava de portas abertas para receber todos que ali chegavam quer para se hospedar, quer para se aconselhar. Era um homem acessível, hospitaleiro e que sabia ouvir.

Minhas lembranças acerca do Pastor Neco são em sua maioria associadas a outros nomes. Pessoas que compartilharam trechos de suas pregações, conselhos que receberam e experiências que ele viveu. No entanto trago comigo a de um encontro que tive com ele. Na ocasião, contou-me de um irmão que numa oração, pediu a Deus para que se houvesse algo nele que não estivesse agradando o Senhor, que este o relevasse. A noite o irmão sonhou que abria a Bíblia e procurava um texto para pregar, e o único texto que encontrava era o salmo 125. Todavia quando tentava pregá-lo, não conseguia. Ao acordar, o irmão ficou pensando no significado do sonho e o discernimento que teve foi que ele não estava confiando no Senhor. Após este relato, pastor Neco riu e disse “sabe quem era este homem? Eu!” Leia o resto deste post »

Frase 47 – G. K. Chesterton

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Tu agradeces antes de comer, muito bem;
porém eu agradeço antes do teatro e da ópera,
e agradeço antes do concerto e da mímica,
e agradeço antes de abrir um livro,
e agradeço antes de desenhar e pintar,
nadar, esgrimir, boxear, passear, jogar, dançar;
e agradeço antes de molhar a pena no tinteiro.

A última de Thalles Roberto, uma opinião

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Esta semana muitos fãs do cantor Thalles foram pegos de surpresa ao saberem que ficarão órfãos do cantor. Pelo menos no segmento gospel, já que planeja dar continuidade a sua carreira fora dele. Seu rompimento com o mercado gospel, com quem realmente romperá, tem causado um burburinho entre os evangélicos que creem na dicotomia gospel-secular. Não vejo nenhum problema que o cantor queira esta mudança na carreira dele, afinal isso não significa que ele abandonará a fé, nem sua arte será menos arte se ele deixar de produzir para o mercado da religião.

Este ‘crossover’ de artistas entre o púlpito e o palco ou que deixariam um pelo outro não séria uma novidade. Isso é muito comum lá fora. Por exemplo, a cantora neozelandesa Brooke Fraser, autora de canções como None But Jesus, Desert Song e Hosanna, além de fazer parte do time da Hillsong, possui uma carreira solo em paralelo que atende ao mercado não-religioso. Uma serva de Deus, que compõe sobre vários temas e quem conhece sua arte percebe a integridade com sua fé.

Sobre as declarações thallecas concordo com ele que qualquer um pode cantar gospel, haja vista o que temos disponível do mercado, mas também qualquer um pode cantar músicas não-gospeis, e não preciso explicar né? O mercado não está preocupado com arte, com o belo, mas com aquilo que vende. Por isso é tão comum termos composições centradas no homem, nas necessidades do homem do que na glória de Deus e sua vontade. Canções sem base bíblicas e shows que só se distinguem de shows não religiosos porque as letras falam da religião.

A principio, percebo que o problema com a justificativa da sua permuta, segundo ele dada por Deus, é para alcançar os de fora. Ao dizer isso, ele está pensando na arte do cristão apenas como instrumento de evangelização. Mas a igreja precisa de artistas que produzam canções bíblicas e poéticas, que tragam edificação, anunciem o evangelho e glorifiquem a Deus. O artista cristão não precisa de uma arte evangelizadora para justificar sua existência, assim como um médico não precisa de uma medicina evangelizadora para justificá-la. A arte em si se justifica como dádiva (dom) de Deus aos homens. Nenhum cantor cristão precisa mudar de mercado para alcançar “os de fora”, afinal muitos artistas cristãos já o fazem através de suas músicas.