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A última de Thalles Roberto, uma opinião

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Esta semana muitos fãs do cantor Thalles foram pegos de surpresa ao saberem que ficarão órfãos do cantor. Pelo menos no segmento gospel, já que planeja dar continuidade a sua carreira fora dele. Seu rompimento com o mercado gospel, com quem realmente romperá, tem causado um burburinho entre os evangélicos que creem na dicotomia gospel-secular. Não vejo nenhum problema que o cantor queira esta mudança na carreira dele, afinal isso não significa que ele abandonará a fé, nem sua arte será menos arte se ele deixar de produzir para o mercado da religião.

Este ‘crossover’ de artistas entre o púlpito e o palco ou que deixariam um pelo outro não séria uma novidade. Isso é muito comum lá fora. Por exemplo, a cantora neozelandesa Brooke Fraser, autora de canções como None But Jesus, Desert Song e Hosanna, além de fazer parte do time da Hillsong, possui uma carreira solo em paralelo que atende ao mercado não-religioso. Uma serva de Deus, que compõe sobre vários temas e quem conhece sua arte percebe a integridade com sua fé.

Sobre as declarações thallecas concordo com ele que qualquer um pode cantar gospel, haja vista o que temos disponível do mercado, mas também qualquer um pode cantar músicas não-gospeis, e não preciso explicar né? O mercado não está preocupado com arte, com o belo, mas com aquilo que vende. Por isso é tão comum termos composições centradas no homem, nas necessidades do homem do que na glória de Deus e sua vontade. Canções sem base bíblicas e shows que só se distinguem de shows não religiosos porque as letras falam da religião.

A principio, percebo que o problema com a justificativa da sua permuta, segundo ele dada por Deus, é para alcançar os de fora. Ao dizer isso, ele está pensando na arte do cristão apenas como instrumento de evangelização. Mas a igreja precisa de artistas que produzam canções bíblicas e poéticas, que tragam edificação, anunciem o evangelho e glorifiquem a Deus. O artista cristão não precisa de uma arte evangelizadora para justificar sua existência, assim como um médico não precisa de uma medicina evangelizadora para justificá-la. A arte em si se justifica como dádiva (dom) de Deus aos homens. Nenhum cantor cristão precisa mudar de mercado para alcançar “os de fora”, afinal muitos artistas cristãos já o fazem através de suas músicas.

Entrevista #3 – Marcos Almeida (parte 2)

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No primeiro final de semana de Agosto de 2013 aconteceu a VI Conferência L’Abri Brasil em Atibaia, São Paulo, cujo o tema foi: “Fé e Sexo – sexualidade e afetividade no olhar cristão”

Marcos Almeida, vocalista da Banda Palavrantiga, foi o palestrante convidado para falar sobre: “Por Vênus ou Eros: a MPB entre dois amores rivais.”

Nesta segunda e última parte da entrevista conversamos sobre os rumos do Palavrantiga, como ocorre seu processo de composição, seu pensamento sobre o crossover, a evolução da música religiosa, o que ele lê e ouve e muito mais.

Naquele que nos chamou à vida abundante,
Zé Bruno

*Participação de Ernesto Souza.

**Se você não ouviu a primeira parte clique aqui.

Entrevista #3 – Marcos Almeida (parte 1)

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No primeiro final de semana de Agosto de 2013 aconteceu a VI Conferência L’Abri Brasil em Atibaia, São Paulo, cujo o tema foi: “Fé e Sexo – sexualidade e afetividade no olhar cristão”

Marcos Almeida, vocalista da Banda Palavrantiga, foi o palestrante convidado para falar sobre: “Por Vênus ou Eros: a MPB entre dois amores rivais.”

No final da conferência tive a oportunidade de bater um papo com ele sobre sua relação com o L’Abri, Hans Rookmaker, movimentos de adoração, Rodolfo Abrantes, Calabar, seu livro, música e muito mais.

Naquele que nos chamou para esperança,
Zé Bruno

Rookmaaker – arte e mente cristã

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capa_rookmaaker_frente_webTítulo: Rookmaaker – arte e mente cristã
Autor: Laurel Gasque
Editora: Ultimato
Onde comprar? Ultimato – Livraria Ágape (AL)
Quando li: set/2013
Meu Comentário: Quem que já cantou “eu leio Rookmaaker…”, não se perguntou quem ele era? Bom, muita gente vai ao google em busca de respostas e acaba na wikepédia, mas talvez a melhor forma de conhecê-lo seja lendo sua biografia, a qual  chega ao público brasileiro pela editora Ultimato.

Sua biografia, escrita por uma amiga, está repleta de nomes, pessoas cujas vidas foram de grande ajuda para Hans tanto quanto foram ajudadas por ele através de sua vida e ensino. “Hans era o cara da arte”, mas  não foi nenhum artista, apenas um apreciador dela.

Este grande homem passou pelos males da guerra e superou-os, dedicando-se aos estudos e apesar de não ser Leia o resto deste post »

Entrevista #2 – Gladir Cabral

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Ao lado de nomes como João Alexandre, Jorge Camargo, Stenio Marcius e outros, Gladir Cabral compõe um cast de artistas cuja cosmovisão entende que “a vida inteira é o espaço santo, no sentido de que Deus está presente“, logo suas composições têm os mais variados temas, fugindo do conceito de música gospel. Ele canta sobre a vida, as pessoas, as cidades, Deus… Sua arte não é fazer música, mas poesia musical ou música poética.

E por ocasião do aniversário de 43 anos da Igreja Batista do Pinheiro aqui em Maceió, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o poeta de Criciúma que atraiu minha atenção e admiração desde a primeiro vez que ouvi sua canção “Casa Grande”, uma verdadeira obra de arte.



ZB: Como se deu a sua vocação para poesia e para música?

GC: Minha vocação para a poesia e a música nascem juntas com a vocação para o ministério da Palavra. Na verdade, a vocação sim, mas eu vou me encaminhar para o ministério anos depois e a música não, pois imediatamente vou buscar o violão e vou tocar. Para o ministério da Palavra, tive de esperar o amadurecimento necessário, a confirmação da Igreja, daí foi uma construção mais longa, digamos assim. E a literatura veio no meio de tudo isso. O meu amor por ela veio com o amor pela Palavra de Deus, pelas Escrituras, também o amor pela Música Popular Brasileira, que desde pequenino vou conhecendo e gostando de ouvir. Leia o resto deste post »

A Arte não precisa de Justificativa

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capa_arte_justificativaTítulo: A Arte não precisa de Justificativas
Autor: Hans R. Rookmaaker
Editora: Ultimato
Onde comprar?  Editora Ultimato – Livraria Ágape (AL)
Quando li: julho/203
Meu Comentário: Tenho que agradecer ao Palavrantiga por apresentar tanto a mim quanto ao Brasil, Rookmaaker. Foi através da canção que recebe seu nome, que procurei saber quem ele era.

A partir dai, descobri que Rookmaaker “foi fundador e professor do departamento de história da arte da Universidade Livre de Amsterdã e, talvez, o principal historiador e crítico cultural protestante do século 20. Deixou dezenas de livros publicados, abordando as relações entre a cultura e o cristianismo, centenas de artigos, como também departamentos de arte estruturados tanto na Europa como nos Estados Unidos.”  Leia o resto deste post »

Entrevista com Steve Turner – Cristianismo Criativo

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by Oziel Alves

Steve Turner
Steve Turner

Imagine um mundo repleto de artistas. De seres humanos especialmente criativos e devotados à música, literatura, teatro, pintura. Imagine um mundo de concertos e óperas, em teatros ou praças públicas. Idealize quadros e esculturas; estilistas, coreógrafos, cenógrafos. Abra um livro imaginário e passeie pelo conteúdo. Adapte para as telas do cinema, da TV e pare.

Pense e imagine tudo isso sendo elaborado por cristãos. Que impacto teria na sociedade? A igreja ignoraria Shakespeare por escrever Romeu e Julieta, Hamlet ou Macbeth? Ou se orgulharia do dramaturgo da mesma forma que enche a boca para dizer ao mundo que C.S.Lewis, o escritor de Crônicas de Nárnia, era cristão? Leia o resto deste post »

Subvertendo o mundo com a esperança

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by Marcos Almeida


Ninguém fica pedindo para uma macieira dar maçãs, pois esse é o fruto esperado de tal árvore. Da mesma forma, seria desnecessário solicitar ao cristão uma arte cristã, exatamente porque toda expressão sincera e honesta daquele que se imbuiu do evangelho reflete-se numa arte evangélica. Então, quando o artista olhar para o mundo, tentando descrevê-lo como um narrador sensível e atento, ou quando precisar dar significado a ele, comunicando aos outros e a si mesmo o sentido da vida, tudo que chegar aos seus olhos passará primeiro pelas lentes da Boa Nova. Sendo assim, toda arte que fizer de forma alguma poderá estar separada do evangelho! Caso isso aconteça, temos um excelente caso de esquizofrenia: de um lado, a vida privada do cristão; de outro, sua produção artística totalmente desvinculada do que ele acredita. Leia o resto deste post »

Cristianismo Criativo? – Uma visão sobre o cristianismo e as artes

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Título: Cristianismo Criativo? – Uma visão sobre o cristianismo e as artes

Autor: Steve Turner

Editora: W4

Onde comprar? W4 – Livraria Cultura – Livraria Ágape

Quando li: nov/2011

Meu Comentário: A principio achei que seria mais um livro sobre arte e fé, mas para minha surpresa tornou-se um dos melhores livros que já li, não apenas sobre cristianismo e arte, mas sobre o cristianismo em si. As informações históricas que Turner compartilha enriquecem este livro que ultrapassa a esfera artística e passa a ser indispensável para qualquer cristão, principalmente para aqueles que curtem a história da igreja. Leia o resto deste post »