CPAD

De quem é a culpa? Uma opinião sobre a insatisfação arminiana e a Assembléia de Deus

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canceladoA Assembléia de Deus é uma igreja de confessionalidade arminiana. Porém o arminianismo nunca foi ensinado claramente e sistematicamente em nossas igrejas. Nunca tivemos em nossa EBD um trimestre cuja tema fosse Arminianismo. Se não fosse o advento da internet e principalmente das redes sociais muitos ainda estariam na ignorância do que seja calvinismo, arminianismo, pelagianismo etc.

Os arminianos tupiniquins, cuja maioria são de assembleianos e pentecostais, não devem a Editora CPAD pela proliferação de obras sobre esta soteriologia, mas a Editora Reflexão que tem lançado um livro após outro e contribuído para o estudo do arminianismo no Brasil e não só com publicações, mas na promoção de eventos com a presença de autores nacionais e internacionais.

Nossa igreja foi omissa, leia-se, alheia a educação deste tema. Relegando-o aos “doutores e mestres”, como se isso não fosse de interesse do membro comum. Logo não é de estranhar haverem dentro das ADs um contingente número de pastores e membros que são calvinistas declarados ou não (Imagino que as experiências eclesiásticas de muitos destes irmãos não sejam muito boas).

Em alguns grupos arminianos é explícito a insatisfação pelo avanço do calvinismo dentre os pentecostais e assembleianos e isso pelo menos por três motivos: a presença de calvinista dentre os autores publicados pela nossa Casa Publicadora ainda que a obra em si não trate do calvinismo; a presença constante de pentecostais nos eventos calvinistas como Consciência Cristã (VINACC) ou Conferência Fiel, por exemplo; e o fato de muitos assembleianos e pentecostais se assumirem calvinistas. Por estas e talvez outras razões há um movimento para impedir a “calvinização das Assembléias de Deus” que de tabela atinge a CPAD. Leia o resto deste post »

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Quando a verdade é atacada, quem pode pagar conta é a fé

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Corinthian_Column_of_the_Temple_of_Zeus_in_AthensNo último domingo as igrejas que fazem uso das lições bíblicas da CPAD estudaram sobre a apostasia da fé, tendo como texto-base a primeira carta de Paulo ao jovem Timóteo. Nesta carta Paulo declara que a igreja é “a coluna e o fundamento da verdade”[1]. De acordo com Stott isso significa que a igreja deve defendê-la e confirmá-la, além de proclamar o evangelho[2]. Aqui Paulo mostra que a igreja é serva da verdade, logo se a verdade for tirada dela, a igreja perde seu propósito.

No capítulo 4 somos exortados pelo Espírito Santo que muitos apostatarão da fé, ou seja, abandonarão de forma premeditada e consciente a fé cristã ao darem “ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”. Observe que nesta exortação o que está sendo atacado pelo inferno é a verdade. Não é estranho que nestes últimos dias, assim como em outros, tem se levantado tanto de dentro quanto de fora da igreja movimentos e ideias sob os auspícios de espíritos enganadores que atacam as doutrinas clássicas do Cristianismo ou instituições já cristalizadas desde a formação da sociedade sob influência da fé judaico-cristã. Leia o resto deste post »

O dia em que aprendi sobre a Graça de Deus

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garrasdagrac3a7aNo início da minha fé, li vários livros do Max Lucado. Foi a partir da leitura de “Simplesmente como Jesus”(CPAD) que desenvolvi o hábito de ler. Me tornei um fã das suas obras, mas nenhuma delas foi tão reveladora quanto “Nas Garras da Graça”(CPAD).

Esse livro foi escrito principalmente tendo como texto-base o comentário bíblico de Romanos (ABU) do Reverendo John Stott. Foi lendo o texto do Lucado que me surpreendi pela primeira vez com a graça de Deus. Na época não conhecia o termos irresistível, preveniente, comum e especial atribuídos a ela. A graça era apenas a graça de Deus e nada mais.

Lendo “Nas Garras da Graça” tive muitos momentos de dúvida em relação ao que o Max estava falando. “Será que é assim mesmo?”, “Mas não há limites para o perdão de Deus?”, “Isso tá bom demais para ser verdade!” Percebi que se o que estava sendo apresentado ali fosse a verdade, então estava crendo numa caricatura de Deus, num deus cujo perdão tem limites, cuja severidade é maior do que sua bondade, num deus a quem precisava pagar penitencia como jejum ou outro “sacrifício” para ser perdoado.

Não tive como lê-lo sem questioná-lo. E confesso que até que aquelas verdades fossem absorvidas em minha mente e coração demorou um pouco. Mas de tão maravilhosa, como cantou John Newton, ela ainda hoje me deixa abobalhado, fascinado, grato, humilhado…Faço coro com certo pastor que disse que não há como pregar sobre a graça sem que os ouvintes fiquem incomodados.

O Max Lucado me incomodou, me deixou inquieto ao me apresentar a graça, ele abriu a porta e desde então percorro o caminho apresentado…

O Problema do Mal no Antigo Testamento – O Caso de Habacuque

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Título: O Problema do Mal no Antigo Testamento – O Caso de Habacuque
Autor: Luiz Sayão
Editora: Hagnos
Onde comprar? Livraria Ágape – HagnosErdosLivraria Cultura
Quando li: julho/2012
Meu Comentário: Desde a primeira vez que ouvi Luiz Sayão, fiquei admirado com a facilidade com que ele tratava temas difíceis pelo menos para um leigo como eu.

Este é o primeiro livro que leio dele e sobre um tema bastante interessante e que veio a calhar para a temática deste trimestre para aqueles que adotam a lições bíblicas da CPAD.

Apesar de não entender alguns pontos abordados no livro, que são os comentários linguísticos sobre tradução, pois nunca estudei hebraico, já que o autor trata versículo Leia o resto deste post »