Gladir Cabral

Entrevista #2 – Gladir Cabral

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Ao lado de nomes como João Alexandre, Jorge Camargo, Stenio Marcius e outros, Gladir Cabral compõe um cast de artistas cuja cosmovisão entende que “a vida inteira é o espaço santo, no sentido de que Deus está presente“, logo suas composições têm os mais variados temas, fugindo do conceito de música gospel. Ele canta sobre a vida, as pessoas, as cidades, Deus… Sua arte não é fazer música, mas poesia musical ou música poética.

E por ocasião do aniversário de 43 anos da Igreja Batista do Pinheiro aqui em Maceió, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o poeta de Criciúma que atraiu minha atenção e admiração desde a primeiro vez que ouvi sua canção “Casa Grande”, uma verdadeira obra de arte.



ZB: Como se deu a sua vocação para poesia e para música?

GC: Minha vocação para a poesia e a música nascem juntas com a vocação para o ministério da Palavra. Na verdade, a vocação sim, mas eu vou me encaminhar para o ministério anos depois e a música não, pois imediatamente vou buscar o violão e vou tocar. Para o ministério da Palavra, tive de esperar o amadurecimento necessário, a confirmação da Igreja, daí foi uma construção mais longa, digamos assim. E a literatura veio no meio de tudo isso. O meu amor por ela veio com o amor pela Palavra de Deus, pelas Escrituras, também o amor pela Música Popular Brasileira, que desde pequenino vou conhecendo e gostando de ouvir. Leia o resto deste post »

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Casa Grande ou Casa Nova? As Duas

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Esta canção retrata a realidade dos negros quando escravos no Brasil e sob o poder da Casa Grande viviam nas senzalas separados de todos, todavia quando este negro tem uma vida com Cristo ocorre uma libertação maior: a do poder do pecado e da morte e por isso podemos cantar junto com o poeta: 

“No coração de um negro há uma Casa Nova,
Sem palmatória, sem corrente obrigatória,
Sem mais senhores, todos são, de todo, amigos
E nas paredes não há Cristos esquecidos…”

O evangelho não considera apenas uma dimensão humana em detrimento ou alheia a outra, mas o “homem todo” ou como diria José Ortega y Gasseto “o homem é o homem e suas circunstancias”. Logo, precisamos abandonar todo nosso preconceito e não apenas o racial, bem como construir uma cultura de igualdade, tendo em vista que todos, apesar das nossas diferenças são “imagem e semelhança de Deus”!

No amor de Cristo,
Zé Bruno