gospel

“Eu, Sarau” em Maceió

Postado em Atualizado em

Há alguns meses (6 de novembro de 2015)  a cidade de Maceió foi palco de um espetáculo belíssimo, emocionante e cheio de esperança. A turnê “Eu, Sarau” do senhor Marcos Almeida passou por aqui e sem dúvida deixou registrado o conceito de sua arte. Uma arte que ultrapassa os muros da religião, que não é artefato dela, mas que é de Deus, que dialoga com a cultura e fala da vida, de esperança, do amor, de pessoas…

O “Eu, Sarau” é um show autoral, poético e brasileiro. Marcos Almeida traz em seu repertório canções da época do Palavrantiga, algumas novas e outras composta para amigos. Além disso ele apresenta ao seu público a poesia brasileira de Carlos Nejar, e o próprio poeta através dos “causos” que conta. Leia o resto deste post »

Anúncios

A última de Thalles Roberto, uma opinião

Postado em

Esta semana muitos fãs do cantor Thalles foram pegos de surpresa ao saberem que ficarão órfãos do cantor. Pelo menos no segmento gospel, já que planeja dar continuidade a sua carreira fora dele. Seu rompimento com o mercado gospel, com quem realmente romperá, tem causado um burburinho entre os evangélicos que creem na dicotomia gospel-secular. Não vejo nenhum problema que o cantor queira esta mudança na carreira dele, afinal isso não significa que ele abandonará a fé, nem sua arte será menos arte se ele deixar de produzir para o mercado da religião.

Este ‘crossover’ de artistas entre o púlpito e o palco ou que deixariam um pelo outro não séria uma novidade. Isso é muito comum lá fora. Por exemplo, a cantora neozelandesa Brooke Fraser, autora de canções como None But Jesus, Desert Song e Hosanna, além de fazer parte do time da Hillsong, possui uma carreira solo em paralelo que atende ao mercado não-religioso. Uma serva de Deus, que compõe sobre vários temas e quem conhece sua arte percebe a integridade com sua fé.

Sobre as declarações thallecas concordo com ele que qualquer um pode cantar gospel, haja vista o que temos disponível do mercado, mas também qualquer um pode cantar músicas não-gospeis, e não preciso explicar né? O mercado não está preocupado com arte, com o belo, mas com aquilo que vende. Por isso é tão comum termos composições centradas no homem, nas necessidades do homem do que na glória de Deus e sua vontade. Canções sem base bíblicas e shows que só se distinguem de shows não religiosos porque as letras falam da religião.

A principio, percebo que o problema com a justificativa da sua permuta, segundo ele dada por Deus, é para alcançar os de fora. Ao dizer isso, ele está pensando na arte do cristão apenas como instrumento de evangelização. Mas a igreja precisa de artistas que produzam canções bíblicas e poéticas, que tragam edificação, anunciem o evangelho e glorifiquem a Deus. O artista cristão não precisa de uma arte evangelizadora para justificar sua existência, assim como um médico não precisa de uma medicina evangelizadora para justificá-la. A arte em si se justifica como dádiva (dom) de Deus aos homens. Nenhum cantor cristão precisa mudar de mercado para alcançar “os de fora”, afinal muitos artistas cristãos já o fazem através de suas músicas.

O Rei da Prosperidade [Vídeo]

Postado em Atualizado em

Há algumas semanas a Revista Veja São Paulo publicou uma matéria sobre “os sultões dos camarotes“, mostrando alguns “ricaços” que gastavam fortunas em noitadas nas boates da cidade. Entre os entrevistados o que ganhou maior notoriedade foi Alexander de Almeida, com quem Veja SP fez um vídeo chamado O Rei do Camarote, o qual fez tanto sucesso, que ganhou diversas sátiras tanto contra o próprio rei do camarote quanto contra outros temas.

Com certeza não ia demorar até que “o rei midas gospel” pusesse as mãos e criasse sua versão. No entanto a versão acima vai na contramão por apresentar uma proposta que apesar de bem-humorado, não deixa de ser profético ao denunciar os males que assola a vida e o ministério de muitos ditos pastores. 

Vale lembrar que o rei do camarote não passou de uma farsa.

Com temor e tremor,
Zé Bruno

Uma breve história da música cristã brasileira

Postado em Atualizado em

Por Fábio Sampaio

zxc-712848Muito se fala sobre a música cristã brasileira, mas qual a principal característica dela?

De onde veio? Dá pra saber para onde vai?

Bom, venho refletindo sobre isso já há alguns anos e as conclusões a que cheguei são as seguintes:

Até a década de 1960 a música cristã brasileira limitava se basicamente a versões de hinos e corinhos estrangeiros, em sua maioria norte-americanos.

Foi nos anos 60 que os primeiros grupos musicais/missionários começaram a ganhar força e renome nacional. Aqui, citarei o Vencedores Por Cristo como o mais influente. Leia o resto deste post »