John Stott

De quem é a culpa? Uma opinião sobre a insatisfação arminiana e a Assembléia de Deus

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canceladoA Assembléia de Deus é uma igreja de confessionalidade arminiana. Porém o arminianismo nunca foi ensinado claramente e sistematicamente em nossas igrejas. Nunca tivemos em nossa EBD um trimestre cuja tema fosse Arminianismo. Se não fosse o advento da internet e principalmente das redes sociais muitos ainda estariam na ignorância do que seja calvinismo, arminianismo, pelagianismo etc.

Os arminianos tupiniquins, cuja maioria são de assembleianos e pentecostais, não devem a Editora CPAD pela proliferação de obras sobre esta soteriologia, mas a Editora Reflexão que tem lançado um livro após outro e contribuído para o estudo do arminianismo no Brasil e não só com publicações, mas na promoção de eventos com a presença de autores nacionais e internacionais.

Nossa igreja foi omissa, leia-se, alheia a educação deste tema. Relegando-o aos “doutores e mestres”, como se isso não fosse de interesse do membro comum. Logo não é de estranhar haverem dentro das ADs um contingente número de pastores e membros que são calvinistas declarados ou não (Imagino que as experiências eclesiásticas de muitos destes irmãos não sejam muito boas).

Em alguns grupos arminianos é explícito a insatisfação pelo avanço do calvinismo dentre os pentecostais e assembleianos e isso pelo menos por três motivos: a presença de calvinista dentre os autores publicados pela nossa Casa Publicadora ainda que a obra em si não trate do calvinismo; a presença constante de pentecostais nos eventos calvinistas como Consciência Cristã (VINACC) ou Conferência Fiel, por exemplo; e o fato de muitos assembleianos e pentecostais se assumirem calvinistas. Por estas e talvez outras razões há um movimento para impedir a “calvinização das Assembléias de Deus” que de tabela atinge a CPAD. Leia o resto deste post »

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Como compreender as Escrituras?

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por John Stott

“…para recebermos a compreensão que vem do Senhor, temos de considerar o que o apóstolo está dizendo. Alguns cristãos nunca se aprofundam num estudo bíblico sério. A razão disso talvez seja puramente “carnal”, isto é, são muito preguiçosos. Mas por outro lado o motivo pode ser “espiritual” (ou, mais apropriadamente, “pseudo-espiritual”), quer dizer, eles creem que a compreensão lhe virá do Espírito Santo e não de sua própria meditação (o que é uma antítese totalmente falsa). Assim, o máximo que fazem é passar os olhos sobre alguns versículos bíblicos ao acaso, esperando (e até orando) que o Espírito Santo lhes mostre todo sentido. Eles não estão obedecendo à ordem do apóstolo “pondera o que acabo de dizer”.

“Outros são bons estudiosos da Bíblia. São “laboriosos agricultores”, por assim dizer. Usam suas mentes e esquadriam o texto da Escritura; comparam versões, consultam concordâncias e leem comentários com a maior atenção, mas se esquecem de que é somente o Senhor que concede a compreensão, e que ele a concede como uma dádiva.

“Assim, não devemos desunir o que Deus uniu, pois para a compreensão das Escrituras é essencial uma combinação equilibrada de meditação e de oração. A nós compete “ponderar”; e o Senhor providenciará para nós a compreensão.”

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stottO Texto acima foi extraído do seu comentário bíblico: A Mensagem de 2 Timóteo, ABU, p.51-52 — precisamente da explicação de 2 Tm 2.7

Quando a verdade é atacada, quem pode pagar conta é a fé

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Corinthian_Column_of_the_Temple_of_Zeus_in_AthensNo último domingo as igrejas que fazem uso das lições bíblicas da CPAD estudaram sobre a apostasia da fé, tendo como texto-base a primeira carta de Paulo ao jovem Timóteo. Nesta carta Paulo declara que a igreja é “a coluna e o fundamento da verdade”[1]. De acordo com Stott isso significa que a igreja deve defendê-la e confirmá-la, além de proclamar o evangelho[2]. Aqui Paulo mostra que a igreja é serva da verdade, logo se a verdade for tirada dela, a igreja perde seu propósito.

No capítulo 4 somos exortados pelo Espírito Santo que muitos apostatarão da fé, ou seja, abandonarão de forma premeditada e consciente a fé cristã ao darem “ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”. Observe que nesta exortação o que está sendo atacado pelo inferno é a verdade. Não é estranho que nestes últimos dias, assim como em outros, tem se levantado tanto de dentro quanto de fora da igreja movimentos e ideias sob os auspícios de espíritos enganadores que atacam as doutrinas clássicas do Cristianismo ou instituições já cristalizadas desde a formação da sociedade sob influência da fé judaico-cristã. Leia o resto deste post »

O dia em que aprendi sobre a Graça de Deus

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garrasdagrac3a7aNo início da minha fé, li vários livros do Max Lucado. Foi a partir da leitura de “Simplesmente como Jesus”(CPAD) que desenvolvi o hábito de ler. Me tornei um fã das suas obras, mas nenhuma delas foi tão reveladora quanto “Nas Garras da Graça”(CPAD).

Esse livro foi escrito principalmente tendo como texto-base o comentário bíblico de Romanos (ABU) do Reverendo John Stott. Foi lendo o texto do Lucado que me surpreendi pela primeira vez com a graça de Deus. Na época não conhecia o termos irresistível, preveniente, comum e especial atribuídos a ela. A graça era apenas a graça de Deus e nada mais.

Lendo “Nas Garras da Graça” tive muitos momentos de dúvida em relação ao que o Max estava falando. “Será que é assim mesmo?”, “Mas não há limites para o perdão de Deus?”, “Isso tá bom demais para ser verdade!” Percebi que se o que estava sendo apresentado ali fosse a verdade, então estava crendo numa caricatura de Deus, num deus cujo perdão tem limites, cuja severidade é maior do que sua bondade, num deus a quem precisava pagar penitencia como jejum ou outro “sacrifício” para ser perdoado.

Não tive como lê-lo sem questioná-lo. E confesso que até que aquelas verdades fossem absorvidas em minha mente e coração demorou um pouco. Mas de tão maravilhosa, como cantou John Newton, ela ainda hoje me deixa abobalhado, fascinado, grato, humilhado…Faço coro com certo pastor que disse que não há como pregar sobre a graça sem que os ouvintes fiquem incomodados.

O Max Lucado me incomodou, me deixou inquieto ao me apresentar a graça, ele abriu a porta e desde então percorro o caminho apresentado…

O sonho de Stott

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O texto escrito e lido por John Stott* no aniversário de 150 anos da All Souls Church, a igreja de Stott na Inglaterra.

Sonho com uma Igreja Viva

Sonho com uma igreja que seja uma igreja bíblica – que seja leal em cada detalhe à revelação de Deus na Escritura, cujos pastores expõem a Escritura com integridade e relevância, e assim procuram apresentar cada membro maduro em Cristo, cujo povo ama a palavra de Deus, e a adornam com uma vida obediente e semelhante a Cristo, que seja preservada de todas as ênfases não bíblicas, cuja vida inteira manifeste a saúde e beleza do equilíbrio bíblico.

Sonho com uma igreja bíblica.

Sonho com uma igreja que seja uma igreja adoradora – cujo povo se reúna para se encontrar com Deus e adorá-lo, que sabe que Deus sempre está no meio deles e que se curva diante dele em grande humildade, que frequente regularmente a mesa do Senhor Jesus, para celebrar seu poderoso ato de redenção na cruz, que enriqueça o culto com suas habilidades musicais, que creia na oração e se apegue a Deus em oração, cuja adoração seja expressa não só nos cultos de domingo e nas reuniões de oração, mas também em suas casas, no trabalho durante a semana e nas coisas comuns da vida.

Sonho com uma igreja adoradora. Leia o resto deste post »

O que é uma vida cristã desequilibrada?

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balanca comercialNuma manhã de domingo quando fiz esta pergunta aos meus alunos da Escola Bíblica Dominical, algumas pessoas entendiam o desequilíbrio na vida cristã como quando um crente vive uma vida no pecado. Todavia, quando isso acontece não há um desequilíbrio, mas uma abandono da fé e da práxis cristãs. Ainda que a pessoa mantenha a crença no discurso do evangelho, sua conduta entra em contradição com ele.

O desequilíbrio acontece quando uma parte ou um lado é mais acentuado que outro, neste caso o que ocorre é uma caricaturização da vida cristão. Isso mesmo, a vida cristã é vivida como se fosse uma caricatura, onde o exagero destaca algumas características deformando a aparência, deixando-a na melhor das intenções cômica. Leia o resto deste post »

John Stott – O Legado

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Amanhã, dia 27 de julho, completam 2 anos que o Reverendo John Stott partiu para estar com o Senhor, mas seus escritos ainda continuam edificando e abençoado milhares de pessoas tanto leigos quanto ministros em todo o mundo.

Para relembrar sua vida e obra apresento o vídeo abaixo, que traz um resumo do legado do “Tio John”:

No Cão de Caça do Céu,
Zé Bruno

Frase da Semana 31 – John Stott

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O Reino de Deus existe apenas onde Jesus Cristo é conscientemente reconhecido.

John Stott

John Stott e o casquinho

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by Caio Fábio D´Araújo Filho

Em 1989 meu querido John Stott esteve no Brasil em resposta a um convite que fiz a ele.

Pregou no Congresso Vinde Para Pastores e Lideres.

Depois o levei para minha terra amazônica.

Uma semana fazendo o que ele gosta: ver pássaros!

Levei um grupo de cientistas conosco.

Admiraram-se do quanto John conhece pássaros. Leia o resto deste post »

De professor para professor – reflexões e sugestões para EBD

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Por ocasião do Curso de Aperfeiçoamento de Professores de Escolas Bíblicas,  ao qual fui convidado à ministrar aos professores de jovens e adultos que trabalham no contexto das Assembléias de Deus em Maceió, preparei este material que compartilho com vocês na expectativa de que venha ser bastante útil para o Reino!
 

Vivemos em dias maus, conforme profetizou o apóstolo Paulo, e uma das características destes dias é o afastamento do povo de Deus da Palavra de Deus.

Há cinco anos tive a oportunidade de ouvir pela primeira vez o pastor Ziel Machado[1] e nunca esqueci sua mensagem, a qual trago sempre comigo e uma de suas falas foi:

Nenhuma geração teve tanto acesso a Palavra de Deus do que a nossa geração. Hoje temos todo tipo de bíblia; bíblia rosa, jeans, camuflada, da letra gigante, da letra pequena com lupa; bíblia no celular, em áudio, na internet; bíblias de estudo das mais diversas: Thompson, Shedd, Pentecostal, Plenitude, Genebra etc. Porém nunca houve uma geração tão leiga das Escrituras quanto a nossa geração.

Essa triste realidade piora ao observarmos que a crença ou teologia de muitos cristãos e igrejas é fruto da música gospel e não do estudo reflexivo do texto bíblico, ignorando a história e a tradição da igreja. Leia o resto deste post »