tentação

A tentação para não orar

Postado em Atualizado em

Quando o assunto é tentação a esfera sexual acaba sendo o foco do assunto como se esta fosse a maior. Todavia ignoramos uma tentação que é tão sútil e cujas consequências são tão desastrosas quanto outras, se não pior: a tentação para não orarmos!

As distrações que surgem são diversas, desde a uma vida cheia de responsabilidades e tarefas quanto passar horas a fio nas redes sociais ou diante do computador ou um console jogando algum game. São distrações que ofuscam ou tentam ofuscar a nossa mente e drogam nossa consciência para que ignoremos a nossa necessidade vital de oração.

Para aqueles que buscam um pragmatismo que justifique a oração, respondo através de Colossenses 1.16: “tudo foi criado por ele e para ele”, a duas perguntas básicas: Leia o resto deste post »

A disciplina bíblica não tem um fim punitivo, mas pedagógico!

Postado em Atualizado em

É muito comum em algumas igrejas o uso da disciplina quando algum membro peca. Comumente a disciplina é a suspensão temporária das atividades da igreja e da participação da ceia do Senhor, restando ao disciplina a frequência nos cultos.

O interessante é que apesar de todo pecado ser pecado, muitas igrejas fazem distinção entre eles. A ponto de a disciplina ser aplicada apenas nos casos de transgressões sexuais. Ser disciplinado nestas igrejas é como usar uma letra escarlate, que denuncia “aqui está um cristão que pecou sexualmente”.

Quando tais igrejas fazem distinção entre pecados, elas acabam dizendo que há pecados que merecem a nossa a atenção enquanto há outros que não. O problema dessa forma de pensar é que a tentação de qualquer pecado merece nossa (atenção) vigilância e oração. Tratar os pecados sexuais com maior atenção do que outros é colocar sobre aqueles que os comentem um fardo maior do que o peso que tais pecados tem.

Quando Paulo cita em suas cartas algumas listas de pecados¹, ele não se limita aos sexuais, mas aos de outras espécies também. Quando ele exorta a igreja de Coríntio chamando-a de carnal, embora fosse enriquecida com dons, palavra e conhecimento, ele o faz pelo fato de haver ciúmes e contendas nela². Os pecados sexuais não são os únicos que mereçam nossa atenção, mas como já disse todo e qualquer pecado.

Pense comigo agora: se essas igrejas que disciplinam apenas os que comentem pecados sexuais concordarem que devem tratar todos os pecados de forma igual, então quem não será disciplinado? Afinal, ser salvo não é ser imune ao pecado, pois se assim fosse o sangue não continuaria a jorrar para aqueles que vivem na luz.³

Portanto a disciplina não deveria ser aplicada em casos de cristãos que pecaram, mas se arrependeram. E sim naqueles casos em que o cristão que pecou permanece em seu pecado. Se você não concorda comigo, observe que o foco do problema apontado por Paulo em 1 Co 5 não é um cristão que fornicou, mas o fato de que “por toda parte se ouve que HÁ imoralidade entre vocês…”

A disciplina bíblica não tem um fim punitivo, mas pedagógico. Ela não é direcionada ao que pecou (e se arrependeu), mas àquele que vive em seu pecado. Sua meta é conduzir ao arrependimento e não fazer com que os que devem experimentá-la paguem por seus erros, afinal Jesus já tomou o lugar deles ao ser crucificado.

Disciplinar alguém deve ser um ato de amor, assim como Deus corrige a quem ama. A igreja deve entender que assim como Deus nos disciplina para sermos participantes de sua santidade, ela deve fazê-lo com o mesmo propósito.

Naquele cujo que nos corrige para sermos santos,
Zé Bruno

___________________________________________________
¹ Romanos 1.29-32; 1º Coríntios 6.9-10 e Gálatas 5.19-21
² 1º Coríntios 1.5,7; 3.1-3
³ 1º João 1.5-7